Ensino Superior

Cultura da casa discutida em “mesa redonda”

Frederico Cardoso

Terceira edição do AACultura-te reúne associados efetivos e seccionistas. Atividade, estrutura e competência das secções culturais no centro do debate. Por Frederico Cardoso e Bruna Santa.

O mês de dezembro arrancou com a terceira edição do fórum “AACultura-te”, promovido pelo Conselho Cultural da Associação Académica de Coimbra (CC/AAC). Esta iniciativa, que decorreu no Departamento de Física, surgiu no ano passado como forma de fomentar o debate de ideias e a troca de experiência entre as diferentes secções culturais da Associação Académica de Coimbra (AAC). O evento, direcionado a todos os associados seccionistas da AAC, contou com diversos momentos de discussão e de formação para os seus participantes.

Após a sessão de abertura, o programa iniciou-se com com uma palestra sobre a importância e o papel da mesa do plenário de uma secção cultural, dada por Cátia Fernandes. As atividades agendadas para a manhã terminaram com a realização de uma Assembleia de Secções Culturais.

Daniel Aragão, vice-presidente da Direção Geral da Associação Académica de Coimbra (DG/AAC), sublinhou a importância da “discussão em mesa redonda” no sentido de “desenvolver o pensamento crítico”. O vice-presidente cessante realçou a importância da realização de eventos desta índole para que “as secções criem sinergias entre si e haja mais envolvimento e dinamização das suas iniciativas”. “Espero que se mantenha a dinâmica de trabalho com a cultura que foi estabelecida neste mandato”, finaliza.

No início da tarde, os associados seccionistas presentes reuniram-se com Daniel Aragão. A capacidade de conquista de espaço mediático por parte das secções culturais foi o principal foco do debate. Os intervenientes destacaram a persistência de dificuldades na divulgação dos eventos das secções culturais e na visibilidade destas por parte dos estudantes de primeiro ano. O algoritmo das plataformas das redes sociais foi também um tópico abordado pela restrição do alcance das publicações, circunscritas a utilizadores com os mesmos interesses.

Para os participantes, a divulgação física e digital das suas atividades é algo a ressalvar. Como tal, foi sugerida a aposta por parte das secções culturais em cartazes apelativos com “QR” codes, assim como a publicitação nas redes sociais. Por fim, os intervenientes concordaram que a abordagem aos estudantes recém-chegados deve ser realizada de forma gradual, dada a complexidade das estruturas da AAC.

Paulo Nogueira Ramos, responsável pelas duas primeiras edições, apontou que a próxima DG/AAC “deve ter em consideração as diferenças de dinâmicas entre os núcleos e as secções culturais”. Para o estudante, “deve ser dada mais liberdade às secções culturais para a realização das suas actividades”.

O evento culminou com uma palestra dirigida por Paulo Nogueira Ramos e António Arnaut, orador convidado, onde foram esclarecidas algumas dúvidas dos presents em relação aos Estatutos da AAC. O modelo de organização estrutural da AAC e o choque de competências entre as secções culturais e os núcleos de estudantes foram, ainda, alvo de discussão.

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