Ensino Superior

UC apresenta sete obras do pensamento feminino europeu

Gustavo Eler

Identidade cultural é foco principal da coleção. Autora portuguesa entre destaques literários. Por Mateus Araújo e Gustavo Eler.

A Universidade de Coimbra (UC) apresentou a coleção Utopia & Conhecimento II sob a nomenclatura “Conhecer o Passado para Imaginar o Futuro”. Publicada pela editora Bela e o Monstro e divulgada pelo jornal Público, a coletânea junta sete obras literárias acerca do pensamento feminino sobre pertencer à Europa. A cerimónia de apresentação ocorreu no Student Hub a 14 de novembro, às 14h30, e foi iniciada pelo reitor da UC, Amílcar Falcão.

O encontro teve como convidada especial a ministra da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Elvira Fortunato, que falou da discrepância do número de homens e mulheres vencedores “da mais prestigiada premiação mundial, o Prémio Nobel”. A vice-reitora da Investigação e 3º ciclo, Cláudia Cavadas, abordou a importância dos temas trabalhados pelas obras para tornar a Europa e o mundo mais inclusivo.

Para suprir o mercado português de leitores com “obras inéditas ou republicadas”, o diretor do Público, Manuel Carvalho, destacou o interesse por parte do jornal em ser um veículo de divulgação do conhecimento e da cultura. Já o representante da editora A Bela e o Monstro, João Pinto Sousa, discursou sobre a importância que os livros têm na formação do indivíduo e da sociedade.

“Todas as obras têm um caráter excecional e, mesmo antigas, continuam atuais”, referiu o curador da coleção, Luís Gomes, através do exemplo Valentina, livro “pouco conhecido da George Sand”. Acrescentou ainda que a obra “é um dos primeiros gritos pela emancipação e autonomia da mulher”. Para além desta, a coleção possui obras de outras seis autoras: Simone de Beauvoir, Simone Weil, Maria Zambrano, Rosa Luxemburgo, Grazia Deledda e Carolina Michaelis.

A ideia de uma cultura europeia pluralista que não se fecha na Europa foi também colocada por Luís Gomes. “O intuito destes livros é dar material para pensar, pois possuem um espetro político e filosófico muito abrangente”, explica. O curador entende que “é transversal para as pessoas lerem e tirarem conclusões”.

Durante o evento, a diretora da Agência Nacional Erasmus+ Educação e Formação, Ana Cristina Perdigão, frisou a importância da manutenção do projeto, que “fomenta a consciência e a participação democrática”. Este é um aspeto que, de acordo com a dirigente, modifica a maneira como o participante se sente “cidadão europeu”.

No fim da sessão, foram chamados dois estudantes da UC para discursar sobre as suas experiências com o programa. Foi frisada a importância da iniciativa para a construção de uma identidade europeia que, de acordo com os convidados, possibilitou a milhares de estudantes viver diversas culturas presentes na Europa.

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