Ciência & Tecnologia

Projeto da FCTUC premiado com 32 mil euros

Gustavo Eler

Objetivo é criar antiviral para combater a malária e o HIV. Coordenadora acredita ser uma resposta a futuras pandemias. Por Gustavo Eler

Teresa Pinho e Melo, Nuno Alves e Américo Alves venceram o prémio Gilead GÉNESE 2022 pelo seu projeto “’Spiro-β-lactams as broad-spectrum host-directed drugs for RNA respiratory viruses’”. A equipa arrecadou 32 mil euros pela conquista. O programa, que ocorre todos os anos, é financiado pela Gilead Sciences, um dos maiores fabricantes de medicamentos dos Estados Unidos.

O projeto, coordenado por Teresa Pinho e Melo, iniciou-se há cinco anos e tem como objetivo o desenvolvimento do primeiro agente antiviral para vírus respiratórios de RNA. O agente é formado por compostos de moléculas complexas e possui o potencial de combater o parasita da malária, HIV e vírus da gripe. O estudo foca-se na análise da atividade biológica antiviral no espectro da molécula com a finalidade de desenvolver um fármaco de aplicação concreta.

Nuno Alves e Américo Alves, restentes membros da equipa, são investigadores do Departamento de Química da Faculdade de Ciências e Tecnologia da UC (FCTUC). A este projeto juntaram-se a Inês Bártolo da Faculdade de Farmácia da Universidade de Lisboa e a Nuno Taveira do Instituto Universitário Egas Moniz. Segundo Teresa Pinho e Melo, todo este estudo é um “projeto de colaboração” entre as equipes de investigação de Coimbra e Lisboa.

Para os investigadores, o melhor prémio que receberam foi, além do apoio monetário, o reconhecimento com o seu trabalho. A vertente académica é um dos focos da equipa e a visibilidade permitiu que o projeto tivesse menções em artigos científicos e que possa atrair mais investimento.

Segundo a cientista da FCTUC, a principal vantagem deste projeto com os antivirais é possuir uma resposta a futuras pandemias. O composto desenvolvido pela equipa pode ser uma “arma contra novas ameaças pandémicas”, salienta Teresa Pinho e Melo.

O programa Gilead GÉNESE ocorre desde 2013 e tem como missão incentivar a investigação, a produção e a partilha de conhecimento científico a nível nacional. Ao mesmo tempo, tenciona promover iniciativas que ajudem a implementação de boas práticas no acompanhamento dos doentes.

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