Cultura

O Caminho(s) chegou ao fim: premiações e concerto marcam cerimónia

Carolina Silva

Festival Caminhos do Cinema Português encerra edição com entrega de 31 prémios. Membro do CEC/AAC, Tiago Santos, faz balanço agridoce e reforça oferta diversificada do festival, que espelha “futuro, passado e, sobretudo, presente do cinema nacional”. Por Marijú Tavares

A 28º edição do Festival Caminhos do Cinema Português chegou ao fim, no sábado, dia 19 de novembro, às 21h30, com a cerimónia de entrega de prémios. A sessão, que se realizou no Convento São Francisco, na sala D. Afonso Henriques, teve a sua abertura oficial com um cine- concerto, numa exibição de brutos do filme “Hipnotismo ao Domicilio”. A apresentação  fundiu-se ao som de Vítor Torpedo, acompanhado da banda “The Pop Kids”.

Neste evento foi também anunciada a entrada da Casa do Cinema de Coimbra na rede Europa Cinemas, pelo membro do Centro de Estudos Cinematográficos da Associação Académica de Coimbra (CEC/AAC), Tiago Santos. Foram, ainda, dirigidos alguns agradecimentos a instituições municipais e privadas, assim como a outros parceiros. O jantar que antecedeu a sessão, e que ocorreu no mesmo espaço, contou com a presença dos júris, dos premiados e de representantes da cidade, tal como José Manuel Silva, presidente da Câmara Municipal de Coimbra (CMC) e João Francisco Campos, presidente da União de Freguesias de Coimbra.

Durante o festival foram exibidos 162 filmes nacionais selecionados, dos quais 31 saíram vencedores. De acordo com Tiago Santos, esta foi uma cerimónia composta por um “conjunto diverso de júris, membros da imprensa e do Festival Internacional de Cine de Cartagena (FICC)”. Entre as várias obras, “Alma Viva”, de Cristèle Alves Meira, destacou-se, ao vencer os prémios “D.Quijote”, “Melhor Argumento Original”, “Melhor Interpretação Secundária”, “Melhor Realização”, bem como o “Prémio Revelação Fernando Santos”, atribuído a Lua Michel.

Ao filme “Mato Seco em Chamas”, de Joana Pimenta e Ardirley Queirós, foi atribuído o prémio “Melhor Fotografia” e o “Grande Prémio Cidade de Coimbra”, entregue pelo autarca da CMC. “Fogo-fátuo”, de João Pedro Rodrigues, levou para casa os prémios de “Melhor Guarda-roupa”, “Melhor Ficção” e “Melhor Direção Artística”. Miguel Nunes, júri da categoria Seleção Caminhos, evidenciou o facto de, este ano, este último prémio não fazer uma distinção de géneros, “para que todas as pessoas se sentissem representadas”.  

Na animação foram distinguidos “Garrano”, de David Doutel e Vasco Sá, com o prémio “Menção Honrosa”, bem como o filme “Os demónios do meu avô”, por Nunes Bento, que venceu “Melhor Banda Sonora Original”. Com maior numero de premiações nesta área, “Ice Merchants”, de João Gonzales, conquistou os títulos de “Melhor Som” e  de “Melhor Animação Turismo do Centro”. Em destaque esteve também o filme “Cesária Évora”, de Ana Sofia Fonseca, que ganhou a categoria “Prémio do Público Cristotubos”, considerado pela premiada um “prémio com sabor especial”.

Em entrevista, Tiago Santos fez um balanço agridoce desta edição, ao reforçar “a necessidade de fomentar o hábito de consumo de cinema”. Adicionou, ainda, que estes eventos dão oportunidade ao público português de diversificar a sua lista de filmes, uma vez que apresentam “várias ofertas daquilo que pode ser a visão do futuro, passado e, sobretudo, do presente do cinema nacional”.

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