Cultura

Mês do Fado junta gerações de Luthiers

Gustavo Eler

SF/AAC promove Tertúlia sobre Canção de Coimbra na República dos Galifões. Fernando Meireles e Pedro Ventura conversam sobre processo de construção das guitarras de Coimbra. Por Gustavo Eler

No dia 12  de novembro duas gerações de fado, representadas por Fernando Meireles e Pedro Ventura, encontraram-se para discutir as origens da guitarra e da Canção de Coimbra. O evento aconteceu na República dos Galifões e foi organizado por Francisco Pereira, atual vice-presidente da Secção de Fado da Associação Académica de Coimbra (SF/AAC).

A conversa focou-se no processo histórico da construção da guitarra de Coimbra e na sua evolução para chegar aos modelos conhecidos hoje. Quanto aos convidados, Fernando Meireles relembrou a sua trajetória e o que o levou a começar a produzir instrumentos musicais. Para além disso, revelou o conhecimento necessário para entender toda a técnica por trás deste processo.

Durante a tertúlia, foram ainda levantados outros tópicos como a questão das guitarras “híbridas”, que utilizam técnicas conimbricenses em conjunto com técnicas lisboetas na sua fabricação. Quando questionados se produziriam instrumentos deste tipo, tanto Fernando Meireles como Pedro Ventura concordaram que sim. Para ambos, a peça depende do que o músico precisa, mesmo que fuja às técnicas tradicionais de construção.

O debate está integrado nas comemorações do mês do fado, que estão a decorrer em novembro. De acordo com Francisco Pereira, o intuito de juntar artesãos de gerações diferentes passa por trazer ao público estudantil uma perspectiva mais pedagógica para quem não possui muito conhecimento sobre o assunto.

A finalidade deste evento é “inovar o mês do fado que, por norma, é dedicado a palestras e concertos”, afirmou o vice-presidente da SF/AAC. Um dos objetivos alcançados neste evento foi o estabelecer de um “olhar mais profundo sobre o que é a Canção de Coimbra e as suas origens”, completou Francisco Pereira.

A próxima palestra a acontecer vai ser na República dos Fantasmas e vai juntar pessoas de diversas idades, no sentido de as preparar para as serenatas de rua. Segundo Francisco Pereira, o evento vai servir como um convívio e ponto de encontro que antecede a realização da próxima atividade da secção.

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