Ensino Superior

João Caseiro permanece na presidência da DG/AAC

Hugo Marques

Dirigente quer combater alta taxa de abstenção. Saída do ENDA vai continuar como tópico de discussão. Por Daniela Fazendeiro

Ontem, dia 17, a academia foi palco de mais umas eleições para a Presidência da Direção-Geral da Associação Académica de Coimbra (DG/AAC), das quais o candidato João Pedro Caseiro saiu vitorioso. O estudante de mestrado em Administração Educacional da Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade de Coimbra foi reeleito por maioria absoluta ao alcançar 72,9 por cento dos 3303 votos contabilizados.

João Caseiro descreveu o sentimento de ser reeleito para o cargo de presidente da DG/AAC como semelhante ao da primeira vez que foi eleito. O atual presidente explica que a felicidade pela vitória sai reforçada e é complementada pela responsabilidade e o compromisso experienciados no ato de tomada de posse.

A vitória da Lista S – “Sentir Académica” na candidatura à presidência da DG/AAC em todas as faculdades foi, na visão de João Caseiro, motivada pela representatividade do projeto e da equipa integrante e pela visão que defendem para a casa. A candidatura desta lista à Mesa da Assembleia Magna da AAC (MAM/AAC) obteve, também, um resultado vitorioso. O dirigente acredita que desfecho semelhante era previsível, pois os dois projetos partilham os mesmos princípios.

Segundo João Caseiro, o processo eleitoral no qual tentaram chegar ao máximo número de estudantes através das redes sociais e da campanha presencial, decorreu dentro da normalidade. A oportunidade de dar a conhecer a DG/AAC e a MAM/AAC a todos os académicos é uma das partes mais importantes do processo, defende o estudante.

Embora considere a taxa de abstenção de 86,6 por cento previsível, João Caseiro reitera que “níveis tão altos são sempre de lamentar”. O contexto distinto das eleições do ano passado e o elevado número de vezes que os estudantes tiveram de se dirigir às urnas no espaço de um ano foram motivos apontados pelo dirigente.

João Caseiro defende que o combate à abstenção passa por um trabalho de aproximação às faculdades e aos estudantes de segundo e terceiro ciclo durante o mandato, de modo a mostrar o “real impacto” que a DG/AAC tem nas suas vidas. Acrescenta ainda que, mediante esta ação, os estudantes vão sentir-se mais interessados em participar no ato eleitoral.

O dirigente considera que a familiarização com as estruturas da casa permite que as eleições para os núcleos de estudantes, que ocorrem em maio, sejam mais participadas. Contudo, os mandatos de ano civil são a norma em todas as associações académicas do país, o que dificulta a mudança da data das eleições para a DG/AAC e a MAM/AAC, esclarece.

João Caseiro afirma que a saída do Encontro Nacional de Direções Associativas (ENDA) vai ser tópico de discussão interna durante o mandato da próxima DG/AAC. As possibilidades postas em cima da mesa são: manter a posição atual vinculada pela Assembleia Magna (AM), uma nova discussão e votação em AM ou a existência de um referendo à comunidade estudantil. O presidente eleito salienta que a última opção vai ter que ser acompanhada por debates e campanhas de elucidação sobre o ENDA, o seu contexto histórico e o que motivou a saída da AAC.

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