Cidade

CMJC e estudantes preparam programa de apoio às repúblicas

Marijú Tavares

Regalias de senhorios causam problemas às repúblicas. Estudantes procuram apoio da Câmara Municipal. Por Letícia Lopes e Marijú Tavares

Com o limite dos seus contratos de arrendamento a aproximar-se, a Real República Rápo-Táxo e a República dos Fantasmas procuram apoio financeiro que lhes permita a compra do imóvel onde se situam. Nesse sentido, está a ser dinamizado um projeto com a Câmara Municipal de Coimbra (CMC),agora em fase de regulamentação, para ajudar as repúblicas estudantis.

Numa altura em que o prazo de arrendamento das referidas repúblicas está prestes a cessar, em 2023, e existe uma maior inflação, a maior preocupação é regulamentar e criar critérios de apoio concretos à aquisição das repúblicas. O representante da associação de repúblicas de coimbra (AREPCO), Ricardo Lourenço, explica que o maior desafio apresentado nas repúblicas advém de instabilidades contratuais. “São as regalias que os senhorios têm hoje em dia”, lamenta.

Em conjunto com o vice-presidente da Direção-Geral da Associação Académica de Coimbra (DG/AAC) para a Cultura e Apoio Social, Daniel Aragão, pronunciaram-se quanto ao avanço deste projeto. De acordo com Ricardo Lourenço, a regulamentação deste apoio surge pela necessidade de assegurar a continuação das repúblicas, que desempenham “um papel importante na dinâmica juvenil da cidade”.

A Reitoria da Universidade de Coimbra (UC) já dispõe de um regulamento de apoio a repúblicas que prevê a contribuição de 10% do valor de aquisição de imóveis. Contudo, com a especulação imobiliária e as dificuldades financeiras que assolam o país, Daniel Aragão sublinha a necessidade de alargar esta iniciativa à CMC para “colmatar uma falha que existe a nível do município”.

Este processo envolve a DG/AAC, a Reitoria da UC, a AREPCO e a CMC. De acordo com o vice-presidente, o Conselho Municipal da Juventude de Coimbra (CMJC) vai reunir em dezembro com o intuito de se aplicar as propostas de adaptação do regulamento.

Daniel Aragão sublinha que este plano pretende estipular os critérios, a percentagem de valor de apoio, os procedimentos e questões relacionadas a entregas no ato da escritura.

Ricardo Lourenço realça os impactos que estes problemas têm nos estudantes, que “têm de pôr algumas coisas de lado para tentar salvaguardar uma coisa que já deveria estar salvaguardada”. Aponta ainda a importância que estes imóveis têm para a comunidade, ao revelar que têm sido cada vez mais procuradas, como forma mais barata de alojamento.

 A regulamentação do programa ainda se encontra em fase embrionária, porém prevê-se que seja finalizada durante este ano civil. O representante frisa que a ideia é “incluir este programa no orçamento para a juventude de 2023”.

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