Ensino Superior

Semana da Ação Social culmina em manifestação

Eduardo Neves

Estudantes em manifestação liderados pela DG/AAC. João Caseiro afirma que esforços até agora “não são suficientes”. Por Eduardo Neves

Marcada para as 17h30 em frente à Porta Férrea, a manifestação arrancou rumo à porta da Associação Académica de Coimbra (AAC) após quinze minutos de espera. Na lista de reivindicações estava a redução da propina e o maior apoio na ação social, quanto a alimentação, bolsas e alojamento.

O presidente da Direção-Geral da AAC (DG/AAC), João Caseiro, explica que esta ação estava já prevista na ordem de trabalhos desde a sua aprovação na última Assembleia Magna, ocorrida a 27 de abril deste ano. A manifestação, promovida pela DG/AAC, planeia já incluir os “novos estudantes”, afirma o dirigente, mas que serve todos os estudantes da academia. Folga ter havido progressos quanto à Ação Social, em especial a retoma do prato social à Cantina S. Jerónimo, no entanto, afirma que os esforços são ainda “insuficientes”.

“O Ensino Superior é o alicerce da nossa sociedade”, são as palavras proferidas pelo dirigente e é este o mote que defende ao apoiar a oferta social. O presidente da DG/AAC não esquece o a inflação, que pode influenciar o pagamento de propinas e de alojamento, e afirma que os apoios são ainda “mais necessários” neste momento. João Caseiro remete já para as próximas ações reivindicativas, a acontecer na Festa das Latas, já na próxima semana.

A equipa da DG/AAC liderou a enchente com o seu respetivo cartaz reivindicativo. Pelas bocas dos estudantes ouviam-se cânticos como “é preciso investir, queremos camas para dormir” e “ação social não existe em Portugal”. A chegada dos associados à sede não parou os gritos dos intervenientes, que continuaram até ao discurso de João Caseiro, o ponto final do movimento. Paulo Correia, estudante de bioquímica, acha sempre que “faz falta juntarmo-nos a estas causas”. Afirma-se preocupado pelos alunos que podem ter desistido dos cursos por falta de apoios. Já Ricardo Ferraz, aluno de doutoramento em Biociências, queixa-se das longas filas nas cantinas dos Serviços de Ação Social da Universidade de Coimbra. Este sentimento é partilhado por Diogo Vale, estudante de medicina, afirma que fica sem almoçar, já que “o tempo de estar na fila ocupa o intervalo para almoço”. Outros estudantes que participaram na manifestação mostraram preocupação pela falta de alojamentos e o atraso na atribuição de bolsas de estudo.

Eduardo Neves

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