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Ciência & Tecnologia

Investigadoras da UC obtêm cerca de 1 milhão de euros para estudos na área da saúde

Fotografia cedida por Catarina Ribeiro

Principal objetivo dos projetos assenta na melhoria da qualidade de vida. Vice-Reitora da UC para Investigação destaca “qualidade e relevância” dos estudos. Por Raquel Lucas

Manuela Ferreira e Ira Milosevic são as duas vencedoras da 5º edição do concurso “CaixaResearch de Investigação em saúde 2022”, realizado pela Fundação “la Caixa”, organização de apoio de pesquisa a iniciativas com elevado impacto social. Na sua totalidade, as investigadoras da Universidade de Coimbra (UC) acabam de conquistar cerca de um milhão de euros para o desenvolvimento de estudos na área da saúde, em particular no domínio das infeções gastrointestinais e da neurociência.

O financiamento vai incidir sobre dois dos 546 projetos de investigação presentes no concurso. O primeiro é coordenado por Manuela Ferreira, investigadora do Centro de Neurociências e Biologia Celular da UC. Esta investigação centra-se na influência da dieta no sistema imunitário durante os primeiros anos de vida e, para isso, vão ser alocados cerca de 410 mil euros. O foco está em saber de que forma é que fatores ambientais e externos, como é o caso da dieta, podem influenciar o desenvolvimento de células imunitárias nas barreiras intestinais.

De acordo com a coordenadora do estudo, existe toda uma “lacuna de conhecimento” no que concerne ao desenvolvimento deste tipo de células nas primeiras fases da vida. “Muitas vezes estuda-se a dieta, mas não se sabe ou não há ferramentas necessárias para especificar que mecanismos estão por detrás do desenvolvimento de células imunes no sistema intestinal”, afirma.

Manuela Ferreira explica ainda que “este é o cenário de muitos países subdesenvolvidos, daí a elevada mortalidade infantil e a maior propagação de problemas aliados à malnutrição”. Assim, a investigadora defende a aposta em modelos genéticos enquanto “ferramentas apropriadas” que podem trazer resposta a essas questões. A principal finalidade do projeto é, através da investigação, contribuir para um “possível prognóstico e a criação de novas dietas e suplementos que podem levar a uma melhor qualidade de vida”, acrescenta.

Fotografia cedida por Catarina Ribeiro

A segunda investigação a ser financiada é intitulada “Rumo a uma melhor compreensão da disfunção da sinapse” e é coordenada por Ira Milosevic, investigadora do Instituto Multidisciplinar do Envelhecimento da UC. O estudo pretende analisar o sistema de comunicação dos neurónios entre si e como tal pode estar na origem de doenças neurodegenerativas e no processo de envelhecimento.

Em detalhe, vão ser estudados os processos de sinapse, com especial foco nos endossomas, método que “pode vir a resultar no desenvolvimento de abordagens terapêuticas inovadoras”, como mencionado pela coordenadora em nota de imprensa publicada pela UC. Para o efeito, vão ser alocados cerca de 495 mil euros.

Na mesma nota, a Vice-Reitora da UC para a Investigação, Cláudia Cavadas, salienta que ambas as investigações “constituem mais uma demonstração da elevada qualidade e relevância da investigação fundamental” da UC nas áreas de estudo em questão. Acrescenta que vão permitir “reforçar a área estratégica da saúde”.

De uma forma geral, e de acordo com Manuela Ferreira, os projetos permitem dar resposta a “questões sociais importantes” e melhorar a qualidade de vida da população mundial. “Este é um bom orçamento, que traz capacidade e independência para que os grupos de investigação possam progredir e investir nos seus estudos”, refere. Posto isto, a investigadora menciona que o próximo passo é “pôr mãos à obra e lançar as experiências que estavam em ‘stand-by’, assim como transmitir o novo conhecimento à comunidade científica e ao público em geral”.  

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