Desporto

Académica OAF abre processo de insolvência

Cedida pela Rádio Universidade de Coimbra

Dívida encontra-se acima dos cinco milhões de euros. Direção está confiante que, com o plano de recuperação aprovado, o clube não vai ter consequências negativas no relvado. Por Fábio Torres

Na sexta-feira, dia 23 de setembro, a Associação Académica de Coimbra / Organismo Autónomo de Futebol (AAC/OAF) realizou uma Assembleia Geral extraordinária onde apresentou aos sócios o estado económico e financeiro do clube. Rui Sá Frias, vice-presidente do clube, apresentou uma imagem negativa das contas do clube: 5.621.440,48€ de dívida para com quatro diferentes entidades, entre elas a Autoridade Tributária (1.289.000€), a Segurança Social (608.000€) e outros credores (2.300.000€).

Perante a comunicação social, em conferência de imprensa marcada para hoje, dia 24 de setembro, a direção da Académica OAF referiu terem decidido seguir pelo caminho de uma Insolvência com Plano de Recuperação. Ainda assim, Rui Sá Frias, assegurou que esta opção permite-lhes continuar com a atividade da Sociedade Desportiva Unipessoal por Quotas (SDUQ) e pagar aos credores sem que o lado desportivo da equação saia prejudicado.

O primeiro passo para que seja possível haver um plano de recuperação passa por ser agendado uma Assembleia de Credores, isto depois da fase de reclamação de créditos, que acontece entre vinte a trinta dias depois do Juízo do Comércio de Coimbra decretar de forma oficiosa a insolvência do clube. Nesta assembleia vai ser discutido o relatório do Administrador de Insolvência e votada a possibilidade de existir de facto um Plano de Recuperação, algo que a direção vai preparar e entregar no espaço de trinta a sessenta dias.

Para que o plano seja aprovado é necessário haver uma segunda Assembleia de Credores e esta precisa de reunir duas condições: um terço dos credores estar presente e que 50% dos votos expressos sejam positivos. Se conseguirem que o plano seja aprovado pelo juiz, a AAC/OAF vai ficar a pagar, na melhor das hipóteses, 30.000€ por mês ao longo de quinze anos.

O presidente do clube, Miguel Ribeiro, tentou tranquilizar os sócios ao longo da conferência, mas referiu ser importante entrarem receitas no clube o mais rápido possível. Para tal, o sucesso desportivo e a ascensão a outros patamares é fulcral para que o lado financeiro da Académica não piore. Fora do relvado, a procura de novos patrocinadores, a venda de camarotes e lugares cativos e o investimento em marketing e a redução da folha salarial, em especial de alguns jogadores, são algumas das possibilidades de angariar fundos monetários.

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