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Cidade

Crianças de Coimbra marcham pela leitura

Raquel Lucas

Iniciativa foi criada pela Biblioteca Municipal de Coimbra e promovida pela CMC. Percurso marcado por cânticos e cartazes realizados pelos mais novos. Por Raquel Lucas

Decorreu esta sexta-feira, dia 6 de maio, a “Marcha da Leitura”, no âmbito da comemoração do Dia Mundial do Livro e dos Direitos de Autor, celebrado a 23 de abril. O percurso teve início por volta das 14h30 na Praça 8 de Maio e seguiu pela Rua Ferreira Borges em direção ao Largo da Portagem.

A iniciativa foi marcada, sobretudo, pela presença dos alunos de várias escolas do concelho de Coimbra. A atividade estava programada para o dia 22 de abril, mas, devido às condições meteorológicas, foi adiada para hoje.

O projeto, lançado pela Biblioteca Municipal de Coimbra e promovido pela Câmara Municipal de Coimbra (CMC), teve como principal objetivo a promoção dos hábitos de leitura, em especial nas camadas mais jovens da cidade. Contou, ainda, com a colaboração da Cooperativa Bonifrates e do ator e animador Diogo Carvalho, que alegraram a tarde com uma breve atuação junto ao Museu Municipal de Coimbra – Edifício Chiado.

“A leitura é uma loucura, a leitura é cultura!” e “Seja um livro muito grande, seja um livro pequenito, vai levar-me ao infinito!” foram alguns dos cânticos que se fizeram soar por entre as vozes infantis que assinalaram a marcha. Também vários livros e cartazes com frases como “Ler faz crescer” estiveram presentes em todo o percurso.

O vereador com o pelouro de Bibliotecas e Arquivos da CMC, Francisco Queirós, encara este projeto e, em especial, os livros, como “uma arma brutal para fomentar a reflexão e o pensamento crítico”. O vereador considera que, numa sociedade marcada pelo “privilegiar do mediatismo”, ações como esta são fundamentais, na medida em que “favorecem o desenvolvimento das crianças e da sua inteligência”.

Também a chefe de Divisão de Bibliotecas e Arquivos da CMC, Lurdes Branco, aponta para a importância deste tipo de iniciativas. A diretora afirma que tanto as escolas como as bibliotecas possuem o dever de “promover o diálogo e a partilha” de atividades que “contaminem” os jovens à leitura, enquanto “atividade desvalorizada pelos mais novos”.

Já Ana Paula Santos, membro da Cooperativa Bonifrates, possui uma visão distinta no que toca à falta de hábitos de leitura por parte dos mais jovens. De acordo com a animadora, que trabalha com crianças no dia-a-dia, “as pessoas têm tendência a dizer que os mais novos não leem o suficiente”, o que, a seu ver, “não é verdade”.

Ana Paula Santos justifica a sua perspetiva ao comentar que “os miúdos estão sempre a requisitar livros” e os adultos “não possuem a mente aberta o suficiente” para encarar “esta realidade”. Quando questionada sobre o que a motivou a juntar-se à iniciativa, a animadora respondeu que o objetivo para todos os seus projetos voluntários consiste em “contribuir para a cidadania”.

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