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Desporto

Académica sai de campo com futuro incerto após empate

Gabriela Moore

Treinador da equipa da casa acredita que é possível “reerguer o clube”. Zé Castro aplaudido no seu último jogo da carreira. Por Alexandra Guimarães e Gabriela Moore

A Briosa entrou pela última vez em campo nesta época hoje, às 11 horas, no Estádio Cidade de Coimbra. A partida contra o Farense, que se fez debaixo de intenso calor, terminou com um empate a zeros. O encontro foi antecedido por um minuto de silêncio em homenagem a José Emílio Campos Coroa, ex-presidente da Associação Académica de Coimbra – Organismo Autónomo de Futebol, falecido esta semana.

Logo aos três minutos de jogo, o Farense fez o primeiro remate, mas falhou a baliza. Aos 14 minutos, voltou a ameaçar por Vasco Lopes, mas Mika defendeu a bola. A equipa de Coimbra respondeu de imediato aos 15 minutos de jogo, com um remate de David Sualehe, defendido pelo guarda-redes adversário. Já aos 18 minutos, Traquina, com uma bola recebida de João Carlos, falhou a baliza do Farense.

A equipa visitante teve chances de abrir o marcador aos 24 minutos. Num livre cobrado por Lucca, este rematou à baliza, mas Mika evitou que a bola alcançasse as redes. Mayambela, logo a seguir, dispôs de outra oportunidade para alcançar a vantagem, mas, mais uma vez, o guardião da Académica frustrou a tentativa do sul-africano. O guarda-redes da equipa da casa repetiu o feito aos 28 minutos, desta vez com um lance de Madi Queta.

Num jogo com algumas faltas de ambos os lados, o primeiro cartão amarelo foi dado a Zé Castro aos 32 minutos, ao impedir um ataque do Farense na entrada da área. Minutos depois, do lado oposto, Henrique também foi advertido com um amarelo. A última possibilidade de golo da primeira parte esteve nos pés de João Carlos, aos 41 minutos. Sozinho frente ao guarda-redes, o avançado brasileiro desperdiçou a oportunidade de colocar a Briosa em vantagem.

O segundo tempo começou mais movimentado que o primeiro. Aos 55 minutos, Mimito conseguiu colocar a bola na área, mas ninguém apareceu para finalizar a jogada. A partida esteve menos concentrada no meio campo, com as duas equipas a alternarem-se no ataque. Num contra-ataque, Vasco Lopes criou uma jogada que Madi Queta concluiu com perigo. A bola passou por Mika, mas o golo foi evitado por João Tiago.

Vasco Lopes voltou a colocar a equipa dos estudantes em alerta, com um remate aos 65 minutos, para defesa de Mika. No minuto seguinte, a Académica respondeu com uma tentativa de golo através de João Carlos, no entanto esta foi travada pelo guarda-redes adversário.

Após algumas substituições, a Briosa insistiu no ataque, mas sem criar grandes oportunidades. Isso pôde ser visto no minuto 76 quando, após um canto, os estudantes tentaram várias vezes colocar a bola nas redes da equipa de Faro, mas sem sucesso. A última jogada de perigo deu-se aos 89 minutos, com Traquina a cobrar um livre, finalizado num bom remate de Fatai. Após a defesa do guarda-redes, Ricardo Dias tentou aproveitar para marcar, mas estava fora de jogo.

Aos 83 minutos, duas substituições de destaque foram feitas na Académica. O treinador deu um voto de confiança a Galvanito, ao colocá-lo pela primeira vez num jogo da equipa A. O jovem provou as suas capacidades no último minuto do encontro ao defender uma bola de Rafinha. Outra modificação na equipa foi a saída de Zé Castro, muito aplaudido pelos adeptos, na sua despedida enquanto jogador de futebol.

O treinador do Farense, Vasco Faísca, que já representou a Briosa, confessa que tem “muita pena que a Académica tenha descido de divisão”, por considerá-la um clube histórico. Espera que “possa voltar o mais rápido possível à Primeira Liga, o verdadeiro lugar que merece”.

Também o treinador da equipa conimbricense, José Gomes, realça “a importância da instituição” e o desejo de ver os estudantes de regresso à elite do futebol nacional. Apesar de reconhecer que falhou o seu objetivo e de não fazer um balanço positivo da sua passagem pelo clube, acredita “que há muita gente com poder para reerguer a Académica”. O treinador acredita na aposta na formação, exemplificada pelo caso de Galvanito, e sublinha a necessidade de os adeptos “unirem forças”.

A Académica termina esta temporada na última posição da Segunda Liga, com três vitórias, oito empates e 23 derrotas, com o destino traçado há várias jornadas. É com esta nota que os estudantes terminam a época 2021/2022, com o mote para conseguirem reerguer-se na Liga 3, tanto dentro e fora do campo, de forma a honrar os que vieram antes.

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