Ensino Superior

Novas eleições marcadas para 26 de abril

Gabriela Moore

Relatório de Contas contemplava QF’21 sem apresentação de valores em AM. Regulamento Eleitoral levantou discussões. Por Gabriela Moore e Eduardo Neves

O Auditório da Reitoria acolheu mais uma Assembleia Magna (AM) no dia 7 de abril. Com uma ordem de trabalhos de 5 pontos, iniciou às 17h40 com um quórum de 227 associados efetivos. O presidente da Mesa da AM da Associação Académica de Coimbra (MAM/AAC), Daniel Tadeu, começou por propor a adição do ponto “Informações”, que foi aceite por unanimidade.

João Caseiro, vice-presidente da Direção-Geral da AAC (DG/AAC), abriu com um discurso sobre o seu antigo presidente, Cesário Silva, seguido de um minuto de silêncio em sua honra. O dirigente associativo prosseguiu com alguns feitos recentes da equipa da direção. Daniel Tadeu finalizou com informações sobre a próxima AM, com o tema principal da eleição da Assembleia de Revisão dos Estatutos.

Valores da QF’21 

A deliberação teve início no segundo ponto da ordem de trabalhos, que visava aprovar o relatório de contas da DG/AAC do ano civil de 2021. O documento foi lido e explicado pelo administrador da antiga DG/AAC, Diogo Santos. O parecer do Conselho Fiscal da AAC (CF/AAC) acerca do relatório foi lido pelo atual presidente do órgão, Luís Carvalho, apesar de ter sido emitido ainda pelo antigo mandatário, Laurindo Frias. Com a exceção de que a AAC ainda é “pouco autossuficiente”, e do facto de o relatório conter uma estimativa de lucro de 60 mil euros da Queima das Fitas 2021 (QF’21), o que ainda não é certo, o órgão fiscalizador deu um parecer positivo ao documento. 

No entanto, Rodrigo Marques, administrador da atual DG/AAC subiu ao púlpito para pedir a remoção do valor correspondente ao lucro da QF’21 do relatório. Explica que o montante ainda não é conhecido e não foi apresentado, ou aprovado, em AM. Deste modo, a distribuição de verbas vai ocorrer no mandato da atual DG/AAC. Seguiu-se uma discussão sobre em qual ano o valor devia entrar, mas, no final, a proposta de alteração foi aprovada com 185 votos favoráveis, 45 contra e 33 abstenções.

Também foi aprovada a eliminação de uma despesa no relatório que ficou para entrar nas contas do ano de 2022. Liliana Pinto, vice-presidente do CF/AAC, apresentou o balanço total com um défice de cerca de 45 mil euros, sem contar com dívidas ainda por saldar à DG/AAC. Daniel Tadeu interveio para reconhecer que o saldo negativo “não foi falha da DG/AAC, mas sim da falta do relatório da QF’21”. 

Também foram discutidas outras despesas do documento, entre elas, os valores relativos à Gala Académica. Gonçalo Lopes, estudante da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra (FLUC), questionou o montante de 14 mil euros alocados ao evento, o dobro do que era previsto. Diogo Santos justificou estes gastos com a logística e contou que foram chamadas todas estruturas da casa. Vítor Sanfins, estudante da Faculdade de Ciência de Tecnologia da UC (FCTUC), revelou que a Secção Gastronómica da AAC, da qual também faz parte, recebeu o convite a dizer serem 20 euros por pessoa. Diogo Vale, aluno da Faculdade de Medicina da UC, questionou que o lucro da gala contasse apenas com 40 euros. O antigo administrador da DG/AAC explicou que os valores certos estavam “noutro canto do relatório”, mas não apontou onde. 

Planos da Direção-Geral de 2022 e Regulamento Eleitoral

De seguida, Daniel Aragão, vice-presidente da DG/AAC, introduziu o terceiro ponto: a discussão e aprovação do plano de atividades da Direção-Geral 2022. O debate que se seguiu resultou em cinco propostas levantadas antes da votação do documento. Este foi aprovado com zero votos contra, 27 abstenções e 116 a favor. O quarto tópico, a discussão e aprovação do plano orçamental da Direção-Geral 2022, foi introduzido por Rodrigo Marques. Com um parecer positivo do CF/AAC, e sem muitas intervenções dos participantes, o plano foi aprovado com zero votos contra, 30 abstenções e 103 votos a favor. 

Em relação à discussão e aprovação do Regulamento Eleitoral para as eleições da DG/AAC, Daniel Tadeu apresentou um documento alterado que contemplava algumas mudanças na localização das urnas de voto. Alguns problemas foram levantados, em especial sobre a falta de tempo para campanha em comparação com eleições anteriores. O presidente da MAM/AAC apelou à compreensão dos intervenientes, já que a articulação entre as imposições dos estatutos e as notas do CF/AAC “não foi fácil”, e admitiu que esta foi a “melhor calendarização possível”. 

Nuno Coimbra, estudante da FLUC, duvidou da calendarização e defendeu que devia haver uma campanha “digna” e eleições “o mais democráticas possível”.  Estas declarações foram rebatidas pelos intervenientes, inclusive pelo presidente do CF/AAC, que disse estar de acordo com o documento apresentado. O Regulamento Eleitoral foi aprovado com zero votos contra, 4 abstenções e 124 votos a favor.

Outros Assuntos

No ponto final, outros assuntos, António Pereira foi falar em prol da participação da AAC na manifestação que ocorreu no passado dia 24 de março. No entanto, o estudante da FCTUC acusa uma falta de comunicação por parte da AAC para com as outras associações envolvidas. João Caseiro discordou e não deu aso a mais discussão. Sem mais intervenções, Daniel Tadeu deu por terminada a Assembleia Magna. 

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