Ensino Superior

Manifestação de estudantes repudia afirmações do reitor

Iris Palma

Ação social é um direito, sem ele nada feito” foi um dos motes do protesto. Ghyovana Carvalho reflete que um órgão tão importante não pode fazer estas declarações”. Por Iris Palma e Sofia Variz Pereira

Hoje, dia 22 de abril, por volta das 12h30, realizou-se uma manifestação pelos direitos e pela ação social escolar, organizada pelos estudantes da Universidade de Coimbra (UC). Com o lema “Isto não é a Santa Casa da Misericórdia”, a marcha saiu do largo D. Dinis em direção à Porta Férrea com a voz dos estudantes a recitar: “Reitor, escuta, estudantes estão em luta”.

O protesto foi organizado por Ghyovana Carvalho, estudante da Faculdade de Direito da UC (FDUC) e por António Pereira, estudante da Faculdade de Ciências e Tecnologia da UC (FCTUC). O manifesto foi realizado com base nas declarações do reitor da UC, Amílcar Falcão, em entrevista feita à Rádio Universidade de Coimbra. Entre as frases que mais revoltaram os alunos está: “As cantinas não são para não estudantes, para isso há restaurantes na cidade – nós não somos a Santa Casa da Misericórdia”.

A organizadora da manifestação começou por explicar que já tinham começado esta luta há muito tempo e que o que incentivou esta manifestação foi o facto de achar que “um órgão tão importante da universidade não pode fazer estas declarações”. Além disso, referiu também que o objetivo deste protesto é que “o reitor ouça os estudantes” e que, a partir daí, se respeitem os seus direitos. Também António Pereira referiu que “as declarações do reitor mostraram uma profunda incompreensão para com os alunos”.

Outras pessoas que participaram no protesto reportaram as suas razões para a presença no percurso. Matilde Ferreira, estudante da Faculdade de Letras da UC (FLUC) mostra a sua vontade por “lutar por mais ação social escolar”, que vai além “das cantinas, dos apoios às residências, das bolsas” como também “lutar pelas questões de assédio”.

Nuno Coimbra, estudante da FLUC, juntou-se ao protesto para “afirmar aquilo que são os problemas e a resolução para os mesmos”. Comentou ainda que “as declarações do reitor são apenas uma representação daquilo que os estudantes já sabiam e que existem problemas, mas também uma falta de vontade por parte da reitoria de os resolver”. Bruna Passas, também aluna da FLUC, expressou que tais afirmações “demonstram a sua falta de empatia”. Repudiou também “a naturalidade com que as frases foram ditas sem nenhum tipo de introspeção sobre elas”.

Face ao contentamento de António Pereira acerca da adesão dos alunos à manifestação, disse: “Apesar de o fim-de semana prolongado e da chuva, pôde ver-se que houve uma massa de estudantes bem composta, unida e com muita força”. Também Ghyovana Carvalho revelou que houve “uma adesão muito boa”.

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