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Ensino Superior

Comemorações do Dia do Antigo Estudante reúnem academistas de diferentes gerações

Iris Palma

Aniversário da Tomada da Bastilha II marca celebração da tradição e da vida académica. “Atuais estudantes sofrem com exames e antigos sofrem de saudade”, reflete Daniel Aragão sobre realidade da AAC. Por Iris Palma e Ana Filipa Paz

No dia 4 de abril, a Associação Académica de Coimbra (AAC), a Associação dos Antigos Estudantes (AAE) e o Conselho de Veteranos da Universidade de Coimbra – Magnum Consilium Veteranorum (MCV) celebraram o Dia do Antigo Estudante e o aniversário da Tomada da Bastilha II. A “Semana da Capa e Batina” arrancou com a inauguração de uma exposição, a atuação da Secção de Fado da AAC (SF/AAC) e uma sessão no Student Hub. As celebrações contaram ainda com a apresentação de um livro no Instituto Universitário Justiça e Paz.

A exposição organizada pelo MCV é composta por vários símbolos que contam “pedaços da história da Academia” e que visam “enaltecer o mérito de toda a vida académica e o orgulho de usar capa e batina”, explica o dux veteranorum, Matias Correia. Identifica também as “pastas de lustro” e uma sebenta de Afonso Costa, ex-Presidente da República, como peças de relevo na exposição. A apresentação de Matias Correia teve como objetivo celebrar “a história da vida académica e relembrar a importância de a reviver”.

Após a exibição, o público pôde assistir à atuação da SF/AAC. Uma das músicas apresentadas incentiva a reflexão sobre o tema da luta dos estudantes pela liberdade, também celebrada no Dia do Antigo Estudante. No fim da atuação, os antigos estudantes juntaram-se a Matias Correia e aos restantes academistas presentes num FRA.

Ana Filipa Paz

A atuação foi seguida por uma sessão apresentada pelo professor catedrático Polybio Serra e Silva, um dos cabecilhas da Tomada da Bastilha II da AAC. O membro da AAE de Coimbra, em conversa com o auditório, recorda o ano de 1954, quando se concretizou a Tomada da Bastilha II, “fruto da ousadia de um pequeno grupo de estudantes”. O Doutor Polybio Serra e Silva faz referência a alguns eventos que marcaram a evolução das estruturas integrantes da AAC na época e dá particular destaque à reunião com António Oliveira Salazar, que deu início ao processo de consolidação.

O vice-reitor para as Relações Externas e Alumni, João Calvão da Silva, mandou um vídeo com uma mensagem para os antigos estudantes da Universidade de Coimbra. O professor catedrático Polybio Serra e Silva fez questão de terminar a sessão com um minuto de silêncio em homenagem a Cesário Silva e Manuel Pinho Rocha, também figura marcante da vivência académica.

Ana Filipa Paz

Para oficializar a ligação entre as três entidades, o presidente da AAE, Jorge Castilho, o presidente interino da Direção-Geral da AAC (DG/AAC), Daniel Aragão, e Matias Correia assinaram um protocolo conjunto. Daniel Aragão acredita que “a dinâmica cooperativa e colaborativa” se consolida com este compromisso formal. Explica que “para construir uma casa é preciso fundações fortes e as três entidades reúnem-se para as lançar”. Revela ainda que, num futuro próximo, serão divulgadas “as outras paredes, portas e divisões que hão de construir esta bonita parceria”.

As comemorações do Dia do Antigo Estudante contaram também com a apresentação do livro “Os Lysíadas – A epopeia dos LyS.O.S. Uma República de Coimbra no Porto – Volume 1” de José Veloso, antigo elemento do Orfeon Académico de Coimbra. O poema épico, que relembra e estabelece uma analogia com a obra ilustre de Camões, relata as vivências de um grupo de estudantes de Coimbra que em 1959 levaram a tradição da AAC até ao Porto.

Ana Filipa Paz

Nuno Tavares, também antigo estudante, considera a obra “uma leitura fundamental que recorda, com um sorriso absoluto e uma lágrima no canto do olho, que foi em Coimbra que se moldou o espírito e a forma” dos antigos academistas. Américo Santos, ex-presidente da AAE, rematou a sua intervenção ao considerar o livro uma “candidatura ao prémio Nobel da Praxe”.

“Atuais estudantes sofrem com exames e antigos sofrem de saudade”, reflete Daniel Aragão. O presidente interino da DG/AAC saúda os antigos estudantes que “celebram e acarinham o seu passado” nestas comemorações. Considera também “enternecedor os antigos estudantes passarem o seu testemunho, partilharem as suas mensagens e lições e manterem a ligação com a AAC”.

O primeiro dia da “Semana da Capa e Batina” terminou com as atuações da Quantunna às 20 horas no Departamento de Química, das Mondeguinas às 21 horas na Casa Municipal da Cultural e, às 21h30, da Phartuna, na Unidade Central, no Polo III. Porém, a semana conta com diversas atividades que se prolongam até sexta-feira, dia 8.

Ana Filipa Paz

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