Ensino Superior

UC inspira-se no passado para renovar o futuro

Sofia Puglielli

Comemoração dos 250 anos das Reformas Pombalinas motiva resposta aos desafios atuais. Programa terá duração de um ano. Por Sofia Puglielli

O Departamento de Matemática (DM) da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC) deu lugar a conferência de imprensa que apresentou o programa de celebração dos 250 anos das Reformas Pombalinas. O evento contou com a presença do Vice-Reitor da Cultura e da Ciência Aberta, Delfim Leão, e o Diretor do DM, José Augusto Ferreira. Ainda estiveram presentes os representantes das várias unidades envolvidas: a FCTUC, a imprensa da UC, o Jardim Botânico, o Museu da Ciência e o Observatório Geofísico e Astronómico da UC.

O mote do projeto, “Criar para renovar”, marca as linhas estruturantes do programa que visiona, por palavras do vice-reitor Delfim Leão, “renovar, articular e regenerar o presente e preparar o futuro”, de maneira a executar “uma jornada pensada através da imersão no passado”. No seguimento desta ideia, o diretor do DM, José Augusto Ferreira, alega como “os objetivos visionários de 1772 continuam a ser validos para as instituições de ensino superior hoje”.

O programa de celebração dos 250 anos das Reformas Pombalinas terá uma duração de quase um ano, que terá começo no dia 30 de março e prolonga-se até fevereiro de 2023. As atividades são apresentadas em diferentes tipologias que englobam eventos internacionais, conferências e debates; emissões e projetos especiais; a inauguração e requalificação de espaços; ações de disseminação e de ciência cidadã; iniciativas ligadas ao livro e à literatura; exposições e instalações; e ainda concertos e espetáculos. O programa completo está disponível na página oficial da UC, e o mesmo está sujeito a criação de novos projetos.

A programação passa pelo envolvimento nas áreas em que as reformas tiveram maior incidência, entre elas destacam-se projetos em articulação com o Jardim Botânico e Imprensa da UC, como o projeto Árvores Que Dão Frutos, que prevê a plantação de 250 árvores com um “amplo envolvimento da população estudantil” através de voluntariado. Outra iniciativa é o programa Asas de Leitura, que passa pela oferta de mais de 5 mil livros da Imprensa à Rede de Bibliotecas Escolares, que pretende “alcançar um público mais jovem”, explica o vice-reitor da Cultura e da Ciência Aberta.

Algumas das atividades passam pela “inauguração e requalificação de espaços”. Por palavras de Delfim Leão, procura-se “redescobrir, refundir e refundar edifícios que agora passam a ser convocados para uma função distinta”, entre estes projetos está a reabertura da Estufa Fria e a nova prefiguração do Museu Académico. Ainda, outras iniciativas passam pela “revisita” de espaços iniciais, como é o caso do Observatório Geofísico e Astronómico da UC, originalmente sedeado no Pátio das Escolas em 1799, e agora localizado em Santa Clara.

O vice-reitor da Cultura e da Ciência Aberta finaliza o seu discurso com uma referência à Universidade antes da intervenção do Marquês de Pombal: “A UC não surgiu com as Reformas Pombalinas, pois estas até são polémicas pela forma como foram administradas”. No entanto, assegura que o programa assume uma relação com o passado, ainda que o projeto seja “um momento de rutura” das controvérsias.

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