Ensino Superior

Cuidadores informais alvo de projeto de voluntariado da FMUC

Fotografia cedida por Sónia Matos

Nova iniciativa convida futuros médicos a conhecer a realidade do cuidado de dependentes. Voluntariado pretende aliviar o trabalho dos cuidadores informais. Por Jorge Botana e Sofia Puglielli

Aproximar os estudantes de Medicina à realidade dos cuidados informais é o objetivo do projeto de cooperação assinado esta terça-feira, dia 15 de março, entre a Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra (FMUC) e a Câmara Municipal de Coimbra (CMC). O Núcleo Universitário de Voluntariado dos Estudantes de Medicina (NUVEM) visa criar uma rede para apoiar o trabalho dos cuidadores informais e capacitar os futuros médicos neste âmbito.

Marília Dourado, professora da FMUC e mentora do projeto, assegura que o objetivo é que os estudantes “possam fornecer as suas competências e dediquem algum do seu tempo para ajudar as pessoas”. A iniciativa consiste em desenvolver ações de voluntariado em que estudantes de mestrado colaboram com instituições sociais articuladas com a CMC para ajudar “pessoas que necessitam e estão abertas a receber ajuda”, comenta a professora.

Os estudantes integram-se nas equipas formadas pelas estruturas de ação social e deslocam-se às casas das pessoas que solicitam a ajuda. Primeiro, conhecem a pessoa dependente e o seu cuidador informal – familiar ou amigo que cuida da pessoa sem ajuda nem formação. Então, “à medida que criam uma relação de empatia e confiança com as pessoas”, segundo explica Marília Dourado, os estudantes alcançam certa autonomia para se deslocarem aos domicílios pela sua conta, mas sempre supervisionados pela estrutura do voluntariado.

A ideia é começar a “trabalhar no fim de abril ou inícios de maio” e está a ser desenvolvida uma “formação prévia para ir ao terreno”, explica a mentora da iniciativa. “Os estudantes têm de perceber o que é ser voluntário, quais são as suas responsabilidades e como devem atuar perante as pessoas que ajudam”, reforça Marília Dourado. Nesta fase, o projeto está pensado para admitir entre seis e dez estudantes, mas a coordenadora assegura que “no futuro pretende-se alargar a iniciativa”.

Segundo conta Marília Dourado, o projeto pretende cobrir a “enorme lacuna” que existe na FMUC em relação à “formação dos futuros médicos” em cuidados a pessoas dependentes. Para a cordeenadora, a iniciativa beneficia todos os envolvidos. No caso dos cuidadores informais, ao “dar espaço a estas pessoas e melhorar a sua qualidade de vida”, assegura. Em relação aos pacientes, recebem uma atenção mais profissional. Acrescenta ainda que os estudantes tiram proveito ao serem colocados “em confronto direto com a realidade da vida das pessoas com quem trabalham”.

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