Cultura

Coimbra recebe Festival Epicentro entre abril e maio

Fotografia cedida por Catarina dos Santos Silva

Evento reúne artistas e programadores da região centro. Diversidade cultural é mote do projeto. Por Daniel Oliveira e Ana FIlipa Paz

O Festival Epicentro está de volta a Coimbra, após dois anos sem se realizar. O projeto, que inclui iniciativas culturais de diferentes áreas e interesses, ganha este ano uma nova dimensão, com eventos espalhados por diversos locais da cidade. Durante abril e maio, as ruas de Coimbra vão ser preenchidas com música, cinema, artes plásticas, literatura e conversas entre criadores da região centro.

O evento promove o diálogo entre artistas e agentes culturais de Coimbra e cidades próximas, como Leiria, Aveiro e Viseu, refere Ricardo Jerónimo, um dos responsáveis pela Blue House, produtora que está a organizar o festival. De acordo com o mesmo, estas estruturas encontram em Coimbra um “polo” de reunião e conjugação de ideias e manifestações artísticas.

A edição de 2019 foi a primeira do projeto, que tentou levar aos palcos este conceito, apesar de algumas limitações. “Na altura já foi muito bom, mas limitou-se a três concertos de bandas de Coimbra no Salão Brasil”, explica Ricardo Jerónimo, que também refere que a organização do evento já tinha “a ideia de, todos os anos, fazer crescer o projeto”. Essa ideia foi, no entanto, interrompida devido à pandemia. Apesar desse constrangimento, o produtor da Blue House afirma que a organização do Festival Epicentro continuou ativa.

“As parcerias acumularam-se e a altura de voltar a pegar na produção deste evento foi o momento para pôr muitas delas em prática e dar largas a tudo o que não se pôde fazer”, explicita. Foi assim que, segundo Ricardo Jerónimo, o festival passou de “uma primeira edição experimental de três noites num sítio para, três anos depois, ter 60 eventos em dois meses e 11 espaços”.

A variedade de locais e atividades a decorrer alia-se à diversidade de ramos culturais, mesmo que o foco do Festival Epicentro seja a música. Para o produtor da Blue House, “a música é uma arte que não vive sozinha e atrai sempre outras artes, seja o cinema, a moda ou a literatura”. O mesmo acrescenta que essa perspetiva levou a que a organização do projeto quisesse fazer algo “mais multidisciplinar”.

Em relação à ideia de contacto e partilha entre artistas, Eli MacFerry, que vai dar o primeiro concerto do festival a 2 de abril, considera que a oportunidade de partilhar o palco com outros nomes da música regional “abre portas”. Acredita que esta iniciativa é “uma montra para divulgação do trabalho”.

O músico brasileiro, que toca na baixa de Coimbra há quatro anos, revela que foi convidado a participar por Ricardo Jerónimo. O produtor da Blue House queria “chamar alguém que tocasse na rua” e apreciou o seu trabalho, aponta Eli MacFerry. O artista, que não tinha conhecimento da amplitude do Festival Epicentro, confessa que ficou “muito feliz por entrar nos eventos do calendário da cidade de Coimbra”, que era um dos seus objetivos.

Ricardo Jerónimo espera que haja uma boa adesão ao evento, uma vez que este tenta criar “uma certa diversidade”. Acredita que é “algo que não vai cansar o público, que vai fazer as suas escolhas mediante as propostas apresentadas”. Quanto às futuras edições do festival, o produtor da Blue House constata que o objetivo é aprofundar “a dinâmica cultural da região centro, dar-lhe continuidade, criar laços e sinergias entre várias estruturas, bandas e programadores”. O produtor deixa ainda um apelo para que as pessoas compareçam no evento.

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