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Cidade

Coimbra marcha pelo Dia da Mulher

Larissa Britto

Parceria entre AAC e Brigada Fernanda Mateus tornou possível manifestação. Crianças sonham em continuar a luta por direitos iguais. Por Larissa Britto

O Dia Internacional das Mulheres é uma forma de celebrar o impacto que estas têm feito e continuam a fazer. No início do século XX, as mulheres ao redor do mundo manifestavam-se contra a opressão e a desigualdade. Com isso, na segunda Conferência de Mulheres Socialistas, realizada em Copenhague, em 1910, a ideia de criar o Dia das Mulheres nasceu com a proposta da luta pelo direito ao voto, além de melhores condições de vida e trabalho.

Até hoje a data é celebrada em diversos lugares e Coimbra não fica para trás. A Marcha teve início na Praça 8 de Maio, numa parceria da Rede 8 de Março, da Brigada Fernanda Mateus, da Secção de Defesa dos Direitos Humanos da Associação Académica de Coimbra (SDDH/AAC) e da Direção-Geral da AAC (DG/AAC).

Além disso, a marcha contou com música, com diversas atuações de algumas Tunas Femininas. Uma das tunas que deu som à marcha, foi as Mondeguinas – Tuna Feminina da Universidade de Coimbra, que, segundo a sua presidente, Matilde Maia, “tem uma história sobre independência feminina e perante os princípios e valores faz todo o sentido estar presente nesta marcha”.

O presidente da DG/AAC, Cesário Silva, também esteve presente. Ressalta que a marcha é importante por ser “um tema que ainda hoje é sensível”. Esta parceria com a AAC foi “proveitosa para ambos os lados” revela Ana Reis, estudante de Sociologia da Universidade de Coimbra (UC) e integrante da Brigada Fernanda Mateus. A manifestante conta que contactaram todos os coletivos relacionados com a universidade e a resposta foi desde o início positiva. A DG/AAC “disponibilizou a Cantina dos Grelhadas para fazer os cartazes”, sustenta Ana Reis.

A integrante da Brigada Fernanda Mateus, considera ainda que “na manifestação, todos devem estar em harmonia, não precisam de defender as mesmas coisas, pois o que realmente importa é que a vida das mulheres melhore”. Declarou também que “todas as lutas são válidas e nenhuma é menos importante que a outra”.

Ao longo da marcha, não se passou despercebida a presença de crianças com os pais. Marina Faria, mãe de Joana Carvalho de oito anos, afirma que “é necessário que as crianças tenham consciência, desde cedo, de que é preciso protestar”. Ponto que Alessandra Lobo, mãe de Malu Portela, também de oito anos, concorda: “é relevante que as crianças vejam a diversidade, com pessoas diferentes da sua realidade”.

As crianças também têm algo a dizer. Malu Portela considera que “as mulheres podem e devem ter os mesmos direitos que os homens”. Opinião que Joana Carvalho não tardou em apoiar: “quando eu crescer quero ser professora, para ensinar para todo mundo que as mulheres e os homens têm que ter direitos iguais”.

Malu Portela e Joana Carvalho

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