Ensino Superior

Comunidade estudantil distanciada das eleições para CF/AAC e CD/AAC

Ana Filipa Paz

Com 96% e 90% de abstenção no ano passado, estudantes de Coimbra confirmam falta de divulgação das eleições para CF/AAC e CD/AAC. Candidatos e associados apontam falta de informação sobre eleições e distância dos órgãos da AAC. Por Cristiana Reis e Ana Filipa Paz

A um dia de se realizarem as eleições para o Conselho Fiscal (CF/AAC) e para a Comissão Disciplinar (CD/AAC) da Associação Académica de Coimbra (AAC), o Jornal A CABRA foi à rua falar com estudantes para perceber de que maneira a informação está a chegar à comunidade académica. Entre os problemas apontados, a falta de divulgação e interesse por parte dos universitários foram dois dos pontos que fizeram surgir maior discussão. 

A maioria dos estudantes entrevistados reconhece não estar a par da realização das eleições, nem procurou saber mais. Um estudante do terceiro ano da Licenciatura de Direito na Faculdade de Direito (FDUC) da Universidade de Coimbra (UC), que preferiu não ser identificado, considera que “a divulgação das eleições do CF/AAC e CD/AAC é muito menor em relação a eleições para outros órgãos da AAC”. Carolina Santos, estudante do primeiro ano de Medicina na Faculdade de Medicina da UC, concorda que a informação “não está acessível a toda a gente”, no entanto, admite não ter tomado a iniciativa de conhecer as propostas dos candidatos. 

Quando confrontados acerca de possíveis soluções para o combate à falta de conhecimento sobre as eleições, os estudantes concentraram-se na aposta nas redes sociais. Catarina Sousa, aluna de segundo ano do curso de Relações Internacionais na Faculdade de Economia da UC, reconhece que as eleições “podem ser bem divulgadas nas redes sociais, mas podia haver uma forma mais dinâmica, que chamasse mais a atenção”. Por sua vez, Alice Rodrigues, aluna do primeiro ano de Direito da FDUC, apresenta uma posição semelhante, ao alertar para a necessidade de se recorrer de forma direta aos núcleos “que são o polo de informação de cada faculdade”. 

No ano anterior, a abstenção nas eleições para o CF/AAC rondou os 96% e 90% para a CD/AAC. Os estudantes dividem-se na vontade de se deslocarem às urnas no dia 24 de fevereiro. Carolina Santos, estudante de Medicina, acredita que os níveis elevados de abstenção se vão manter, uma vez que muitos estudantes não têm interesse em participar na vida política académica. Já José Cerejeira, aluno do primeiro ano da Licenciatura de Jornalismo e Comunicação da Faculdade de Letras da UC, apela ao voto de todos os colegas “para que se possa combater esta tendência”.

Na corrida às eleições, Beatriz Almeida, candidata à CD/AAC pela Lista T – Transparência na Disciplina no segundo contingente, admitiu, em entrevista ao Jornal A CABRA, as dificuldades no que toca à abstenção. Considera que “não há tanta mobilização, não há tanto conhecimento e as eleições não são tão divulgadas”. A candidata da Lista F – Por Secções com Futuro ao CF/AAC no segundo contingente, Liliana Pinho, afirma que a “eleição este ano não é disputada e a taxa pode aumentar”.  O candidato ao CF/AAC no primeiro contingente pela Lista H – Honestidade e Proximidade, Nuno Coimbra, sublinha o facto de “não se poder esperar que um estudante que não saiba o que é o CF/AAC vá votar para o órgão”, o que representa a posição da maioria dos entrevistados.

Os locais de voto para o primeiro contingente, de associados efetivos, vão estar distribuídos pelas diferentes faculdades. Enquanto que para o segundo contingente, de associados seccionistas, as urnas se encontram no ‘hall’ da sala de estudo da AAC.  

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