Desporto

Académica sonha com elite do futsal feminino

D.R.

Equipa ficou nas três primeiras posições na Série Norte do Campeonato Nacional Feminino da II Divisão e vai lutar pelo acesso ao primeiro escalão. Treinador considera temporada “muito satisfatória”. Por Francisco Barata

A equipa de futsal feminino da Associação Académica de Coimbra (AAC) vai lutar pelo apuramento para o Campeonato Nacional Feminino da I Divisão. Após terminar nos primeiros três lugares da Série Norte do segundo escalão nacional, as estudantes obtiveram o direito desportivo de disputar a fase de subida ao primeiro escalão do futsal feminino português.

O presidente da Secção de Futsal da AAC (SF/AAC), Carlos Clemente, explica que o “primeiro objetivo da equipa era a permanência no segundo escalão nacional”. Um segundo objetivo da equipa era a subida ao principal escalão do futsal feminino. “A equipa foi construída pelo nosso técnico com os elementos que achou necessários para solidificar a equipa no escalão sénior feminino”, clarifica o dirigente.

Para o treinador da equipa de futsal feminino da AAC, João Soares, é “importante ter uma equipa nos campeonatos nacionais”. O técnico lembra que “havia duas formas de conseguir a manutenção” na segunda divisão: através do apuramento para a fase de subida ou conseguir a permanência na fase de manutenção. João Soares vê este patamar alcançado pela sua equipa como uma “recompensa pelo compromisso e entrega das atletas numa época muito difícil”.

O treinador academista considera a temporada da sua equipa “muito satisfatória”. Isto deve-se ao facto de a Académica estar também ainda em prova na Taça de Portugal, onde vai disputar agora a quinta eliminatória da competição. “Tem sido um percurso notável”, salienta João Soares, numa taça onde não têm surgido “eliminatórias fáceis, mas a equipa tem-se suplantado sempre”, frisa o técnico. Em relação ao que resta da temporada, o treinador do conjunto estudantil diz que, seja o que for que aconteça, “jamais vai ser um fracasso”.

Tanto presidente como treinador lamentam os constrangimentos causados pela falta de pavilhões em Coimbra, sobretudo com a campanha de vacinação a decorrer no Pavilhão 1 do Estádio Universitário de Coimbra e com a empreitada no Pavilhão Municipal Multidesportos Mário Mexia. O dirigente aponta como “caricato” que a equipa tenha disputado a última eliminatória da Taça de Portugal em Montemor-o-Velho, na condição de visitado, apesar de saudar a “boa vontade” da Câmara Municipal desse município.

Quando questionado sobre se a SF/AAC tem condições financeiras para estar entre a elite do futsal nacional, o presidente critica que, tanto Direção-Geral da AAC como Conselho Desportivo da AAC (CD/AAC), até agora, não tenham “dado nem um cêntimo à modalidade desde que esta se formou”. No entanto, assegura que a equipa vai lutar pela subida ao primeiro escalão. O secretário-geral do CD/AAC, Miguel Franco, por seu lado, relembra que, até ao momento, só estão a ser transferidas às secções verbas “correspondentes a anos em que a SF/AAC ainda era uma pró-secção”. Nesse sentido, assegura que quando começarem a ser distribuídas as verbas dos anos em que a modalidade se tornou uma Secção Desportiva, esta “vai receber os valores a que tem direito”.

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