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Cidade

Retrato das famílias de pessoas com deficiência intelectual

Fotografia cedida pela APPACDM Coimbra

Estudo expõe dificuldades e receios vividos no quotidiano. Encontrar estratégias de melhoria da qualidade de vida é um dos objetivos. Por Alexandra Guimarães e Íris Palma

No dia 14 de dezembro, a Associação Portuguesa de Pais e Amigos do Cidadão Deficiente Mental (APPACDM) de Coimbra vai divulgar os resultados do seu Estudo sobre Qualidade de Vida das Famílias de Pessoas com Deficiência Intelectual. A investigação, realizada durante o ano de 2021, conta com dados recolhidos junto de 155 famílias, de 242 utentes do Centro de Atividades Ocupacionais (CAO) da instituição. 

A coordenadora do CAO, Ana Isabel Cruz, realça a importância do estudo, na medida em que “permite ter um conhecimento aprofundado da realidade das famílias”. Uma das conclusões foi de que mais de 80 por cento das famílias vivem com um rendimento abaixo do limiar da pobreza. Percebeu-se ainda que perto de 80 por cento das famílias com filhos com mais de 45 anos dizem ter medo em relação ao futuro do seu filho, no sentido de que os jovens possam ficar desamparados, após o falecimento do cuidador. Segundo o estudo, cerca de 30 por cento dos cuidadores têm entre 70 a 90 anos. 

De acordo com Ana Isabel Cruz, esta recolha de dados é também uma forma de “avaliar o impacto que a pandemia teve nas famílias e se os apoios prestados foram suficientes”. O estudo concluiu que este período acentuou a preocupação e a ansiedade das famílias, bem como provocou uma redução de afeto para com os familiares com deficiência, devido à necessidade de distanciamento físico.

A responsável pelo CAO reforça a importância do estudo para “perceber que estratégias futuras se devem adotar para apoiar estas famílias”. Um dos grandes objetivos é “fazer chegar os resultados aos decisores, no sentido de acelerarem os processos de tomada de decisão”. Ana Isabel Cruz comenta que “a angústia, a ansiedade e o cansaço do dia a dia das famílias fazem com que uma das grandes necessidades seja o apoio emocional”. A falta de lares para pessoas com deficiência é outra das áreas na qual estão a ser pensadas respostas. 

O colóquio de apresentação dos resultados vai contar também com um debate. Vai ter lugar entre as 9h30 e as 13h, na Biblioteca Municipal de Cantanhede, com transmissão ‘online’. A inscrição pode ser feita no site da instituição.

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