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Ciência & Tecnologia

Docente da ESTeSC-IPC cria metodologia que ajuda micro e pequenas empresas de restauração

Fotografia cedida por Sandra Ferreira

Ferramenta tenta colmatar problemas de higiene e saúde alimentar sentidos por restaurantes. Aplicação da metodologia revela resultados positivos. Por Débora Cruz e Jorge Miranda 

‘Foodsimplex’ permite auxiliar micro e pequenas empresas de restauração a cumprir normas de higiene e segurança alimentar. A criação é da autoria de Ana Lúcia Baltazar, docente da Escola Superior de Tecnologia da Saúde do Politécnico de Coimbra (ESTeSC-IPC), que declara que o apoio a estas superfícies “devia ser assegurado” por se tratar de uma questão de saúde pública. A ferramenta combina uma avaliação de diagnóstico, a calendarização de auditorias, análises microbiológicas e “planos de ação e formação ajustados à realidade de cada restaurante”, segundo o comunicado de imprensa.

Ana Lúcia Baltazar sublinha que os restaurantes de micro ou pequena dimensão “apresentam uma maior dificuldade” em contratar profissionais com formação na área de higiene e segurança alimentar. A ferramenta surge então com o objetivo de “ajudar os empresários a cumprir as normas legais e garantir a saúde pública”, lê-se na nota de imprensa. A docente da ESTeSC-IPC aplicou a ‘Foodsimplex’ em restaurantes da zona centro do país, ao longo de quatro anos, e verificou-se uma “melhoria significativa dos indicadores de segurança alimentar”, aponta-se no comunicado.

De acordo com a nota de imprensa, a ‘Foodsimplex’ permite orientar a “organização das rotinas relacionadas com a garantia de higiene e segurança alimentar” dos restaurantes, através de uma ‘check list’ personalizada. Ana Lúcia Baltazar descreve a metodologia como uma “ferramenta dinâmica, que tem de ser atualizada em função das alterações legislativas e que deve ser acompanhada por um profissional”.

A investigadora realça que, ao contrário de outros países da Europa, em Portugal, qualquer cidadão pode abrir um estabelecimento no setor da restauração, mesmo sem qualificações mínimas. Desta forma, ‘Foodsimplex’ é “um nome irónico” que remete para essa situação, como frisa Ana Lúcia Baltazar.

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