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Ciência & Tecnologia

Etimologia e ciência em contexto interdisciplinar

Filipe Rodrigues

Coimbra e Porto em esforço conjunto na escrita do livro. Um dos autores admite hipótese de continuidade. Por Gabriela Moore e Filipe Rodrigues

O Rómulo – Centro de Ciência Viva da Universidade de Coimbra (UC) realizou hoje às 18 horas uma sessão sobre o recém-lançado livro “Química ao pé da letra”. Inserido na sexta edição do ciclo “Ciência às Seis!”, o livro foi apresentado por Maria de Fátima Sousa e Silva, investigadora e antiga docente da Faculdade de Letras da UC (FLUC). O evento contou ainda com a presença de dois dos seis autores do livro, João Paiva e Martinho Soares.

Com o intuito de tornar simples alguns termos utilizados no âmbito da química e do dia a dia, a obra traz as definições e significados etimológicos de palavras da área. A investigadora da FLUC considera o livro “sedutor pela sua simplicidade” e acrescenta que “a maior virtude na transmissão do saber é tornar simples o complicado”.

Maria de Fátima Sousa e Silva destaca que na tradução e comunicação da ciência não basta dominar uma língua, mas é preciso conhecer também o assunto. Esta colaboração interdisciplinar é vista neste livro entre investigadores do Porto e de Coimbra, pertencentes às áreas da química, línguas e estudos clássicos, psicologia e comunicação em ciências.

Organizado em ordem alfabética, o livro apresenta 118 palavras, que são tratadas em três momentos. Em primeiro faz-se uma contextualização da palavra e mostra-se a sua relação com outras áreas. Depois, vem a definição científica e, por último, são colocados exemplos com aplicações concretas do termo em situações do dia-a-dia. 

Olhar apenas para a etimologia das palavras pode, no entanto, induzir em erro alguém que não conheça a história da ciência. Martinho Soares, investigador da área dos estudos clássicos, admite que achou “interessante descobrir que alguns termos foram cunhados no erro e não foram modificados com a atualização do conceito”. Como exemplo, cita a palavra “átomo”, que, na sua origem, significa “indivisível”, mas que, com o avanço da ciência, já se descobriu que não o é. João Paiva, outro dos autores, considera que neste caso “não é útil desfazer-se da palavra, mas sim dar a conhecer toda a evolução do conceito na ciência”.

A investigadora da FLUC admite que o livro “fica leve até para quem não gosta muito de química” e afirma que o seu público não são apenas cientistas. João Paiva destaca que este livro contém os termos mais simples e básicos da química, e que, portanto, “há margem para que a obra seja continuada”.

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