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Ciência & Tecnologia

Equipa da UC vai realizar primeiro ensaio clínico em Portugal para desenvolver cérebro dos jovens

Fotografia cedida por Cristina Pinto

Estudo coordenado por professor da FMUC apresenta tratamento alternativo para combater perturbações psicológicas. Testagem domiciliar do dispositivo já foi aprovada. Por Fábio Torres

Um consórcio europeu, no qual a Universidade de Coimbra (UC) está inserida, desenvolveu um tratamento inovador para jovens que sofrem de perturbações psicológicas, tais como a Perturbação de Hiperatividade e Défice de Atenção (PHDA) ou a Perturbação do Espectro do Autismo (PEA). O primeiro ensaio clínico desta nova abordagem em Portugal vai ser realizado em Coimbra.

O projeto, denominado STIPED, envolve a colaboração de médicos, psicólogos, matemáticos, engenheiros e especialistas da área de neura pediatria. Segundo Miguel Castelo-Branco, coordenador da equipa portuguesa e docente na Faculdade de Medicina da UC, este novo método foi concebido “devido aos tratamentos atuais não terem, até agora, demonstrado eficácia suficiente”. No caso do autismo, Miguel Castelo-Branco considera que “as opções terapêuticas tradicionais, baseadas em medicação, são meramente sintomáticas e com efeitos secundários severos”.

Segundo a nota de imprensa, a equipa tenciona “usar um dispositivo biomédico – uma espécie de touca – que fornece ao cérebro, de forma não invasiva, uma corrente direta de baixa amplitude em regiões que possam estar comprometidas com alguma das perturbações”. Desta forma “consegue-se controlar todo o processo e garantir a segurança, as configurações de estimulação e a monitorização contínua dos sintomas clínicos”, sublinha o consórcio em nota de imprensa.

Ao projeto foi atribuído um financiamento global pelo programa de investigação e inovação Horizonte 2020 da União Europeia, o que permitiu iniciar a investigação em ambientes clínicos e académicos. Em Portugal, a equipa coordenada por Miguel Castelo-Branco realizou vários estudos e ensaios, tanto em laboratório como em ambiente hospitalar, através do contributo de crianças e adolescentes saudáveis e com PHDA e PEA. Neste momento, entidades reguladoras em vários países europeus aprovaram a testagem do dispositivo em ambiente domiciliar.

A equipa da UC pretende, ainda, desenvolver novos ensaios após a conclusão deste primeiro teste clínico. Assim, através do link https://voluntarios.cibit.uc.pt/stiped/ qualquer pessoa que esteja interessada em contribuir para o projeto STIPED pode inscrever-se.

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