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Desporto

Carta aberta reclama apoio ao desporto universitário

Ana Lage e Isabel Simões

Estudantes reclamam falta de representatividade e desigual incentivo às várias modalidades. Vogal da DG/AAC aponta falta de treinador como principal razão da inexistência de inscrições de equipas de voleibol. Por Alexandra Guimarães e Cristiana Reis

O feriado de 1 de dezembro foi marcado pela publicação, nas redes sociais, de uma carta aberta à comunidade estudantil e desportiva da Associação Académica de Coimbra (AAC). No texto o autor da carta, Tomás Peres, pretende chamar a atenção para a falta de apoio à formação de equipas de voleibol, tanto masculinas como femininas, e à sua inscrição em competições universitárias.

O autor da carta explica que, desde o início de novembro, um grupo de estudantes manifestou vontade em formar uma equipa de voleibol e tentou contactar o vogal da Direção-Geral da AAC (DG/AAC) para a política desportiva. Após várias tentativas, obtiveram a resposta de que não havia verbas para inscrever a equipa, apesar de já terem reunido os elementos necessários, como refere Tomás Peres. “Não é justificação plausível dizer que não há dinheiro, quando este também serve para este tipo de atividades”, realça o estudante da Faculdade de Direito.

O vogal da DG/AAC para a política desportiva, Daniel Meira, considera que a falta de apoios referida na carta não corresponde à realidade. Segundo o vogal, o principal motivo para não haver equipas foi não terem conseguido chegar a acordo com um treinador federado e credenciado que tivesse disponibilidade para fazer o acompanhamento. O dirigente associativo ressalta ainda a questão dos prazos para a inscrição das equipas, que já tinham sido ultrapassados quando os atletas manifestaram interesse. “Caso a equipa fosse inscrita quando foi solicitado, a Académica teria que pagar uma multa considerável.”, refere. 

Tomás Peres insiste que os estudantes já tinham selecionado uma treinadora e que já o tinham comunicado aos serviços competentes, mas que continuaram a apresentar-lhes a justificação de falta de dinheiro. Relembra ainda que “só tinham que pagar três euros por atleta, ainda nos prazos normais” e que os acréscimos à inscrição só entram em vigor a partir de hoje. Daniel Meira reforça que o desporto universitário é apoiado tanto quanto possível, visto que “é um dos pilares da casa” e que “é de valorizar o esforço que os estudantes fazem para representar a AAC e a Universidade de Coimbra”.

O autor da carta aberta considera que nem todas as modalidades são apoiadas de igual forma e que é fundamental existir uma equipa de voleibol. Tomás Peres acrescenta que já foi contactado pela próxima lista a tomar posse, no sentido de se encontrarem soluções, como a inscrição numa próxima etapa e a disponibilização de um pavilhão para treinos.

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