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Cultura

Toca a “Meia Noite” para as novas artes contemporâneas

Fotografia cedida por Filipa Oliveira

Bienal de Coimbra abre com novos pensamentos e criações. Curadoras desafiam o público a definir a noite. Por Jorge Botana e Iris Palma

Dois anos depois da sua última edição, a Anozero Bienal de Coimbra está de volta. O primeiro momento da edição 21/22 começa dia 27 de novembro com uma cerimónia de abertura na Sala da Cidade da Câmara Municipal de Coimbra (CMC). A Bienal, intitulada “Meia Noite”, divide-se, pela primeira vez, em dois momentos, até junho de 2022. 

A apresentação, que irá decorrer no sábado às 15h00, contará com a presença do presidente da CMC, José Manuel Silva, o reitor da Universidade de Coimbra (UC), Amílcar Falcão, e o diretor do Círculo de Artes Plásticas de Coimbra, Carlos Antunes. Irão estar presentes também as curadoras da exposição, Elfi Turpin e Filipa Oliveira. O objetivo é relacionar, mais uma vez, a arte contemporânea com o patrimônio da cidade.

A Bienal “traz a Coimbra muitos artistas e pensadores que não viriam de outra maneira”, afirma Filipa Oliveira, curadora desta edição. A primeira parte do evento, que decorre entre amanhã, dia 27 até ao dia 15 de janeiro, conta com uma mostra de arte celebrada na Sala da Cidade, além de uma exposição fotográfica sobre o espaço urbano de Coimbra na Casa Municipal da Cultura.

Fotografia cedida por Filipa Oliveira

Também destacam a sua Programação Convergente, uma oportunidade para usufruir de projetos apresentados por criadores locais, e as discussões sobre cinema, que decorreram nas quintas feiras. O segundo momento, que irá decorrer em abril de 2022, será “mais próximo do que as anteriores edições”, afirma a curadora. Estão previstas exposições de vários artistas espalhadas por toda a cidade.

Chamada de “Meia-Noite”, a quarta edição do AnoZero Bienal de Coimbra revela a sua semelhança com a velha expressão portuguesa “à noite todos os gatos são pardos”. No breu da noite, “um corpo de mulher e de homem torna-se mais difícil de distinguir”, comenta Filipa Oliveira. O evento foca-se, assim, na semelhança de todas as pessoas, no escuro da noite. 

A primeira edição decorreu em 2015 como uma proposta do Círculo de Artes Plásticas de Coimbra, para levar a cabo atividades relacionadas com a arte contemporânea na cidade e refletir sobre a classificação da UC, Alta e Sofia como Património Mundial da Humanidade. Para esta edição, as curadoras lançam um desafio: “assistam e reflitam sobre o que significa a noite” para cada uma das pessoas que vai assistir às exposições.

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