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Cidade

Realidade do comércio local em Coimbra

Larissa Britto

“Publicidade boca-a-boca” constitui corpo do polo comercial de Coimbra. População local
continua a ser principal percentagem de consumidores. Por Larissa Britto e Raquel Lucas


Ao percorrer as ruas da baixa, é possível observar as realidades dos vários comerciantes
que fazem por ganhar o dia. Os trabalhadores compõem o cenário mercantil daquela que é
uma das mais famosas zonas da cidade estudantil e que, aos olhos de muitos, continua
palco de grande movimentação. 

Se seguirmos o cheiro da castanha assada encontramos Adelaide, que vê o retorno dos
estudantes à cidade como uma mais-valia para o negócio – que, para si, só é possível nesta
altura do ano. Sente mais afluência depois do dia de São Martinho, ‘’data especial’’. Segundo a
vendedora, o regresso dos estudantes foi bastante notório, ao contrário do que
se verificou com a afluência de turistas. Uma opinião partilhada por Susana, dona da loja ‘In
Steel Concept’, localizada no coração da baixa, que descreve o turismo na cidade como um
alvo de grande queda em relação a épocas passadas. 

‘’O nosso cliente é o local, o turista é um bónus’’, afirma Paula Carvalho, proprietária da loja
de bebidas artesanais Caves do Conde. Para si, assim como para Adelaide e tantos outros,
a população local tem potenciado quase todo o negócio, visto que compõe a maioria de
quem compra na baixa da cidade.


Estes são os testemunhos de quem se mostra preocupado, mas segue firme com o
negócio,  sempre com uma visão positiva para as vendas futuras. ‘’Estamos à espera que a
época natalícia seja uma mais-valia para nós’’, afirma Miguel, vendedor do mercado local.
Crê que o comércio físico é o que realmente marca a cidade, mesmo com o crescimento
das vendas online. 

José, gerente do Café-Restaurante Santa Cruz, valoriza toda a experiência física da compra
do doce típico, crúzio, por ser mais fresco para o comprador e por acreditar ser dispendioso
todo o serviço online. Susana refere também preferir “um atendimento mais personalizado,
para dar toda a atenção necessária” ao cliente. Acredita que “a publicidade boca-a-boca” é
a que faz toda a diferença.

No que toca à onda de assaltos na baixa, as opiniões também variam. Há quem se
preocupe e há quem não “sinta medo, nem receio”, assim como Paula. Na sua opinião,
“quanto mais gente houver na baixa, menos assaltos há”. O gerente do Café-Restaurante
Santa Cruz aponta aquele que considera ser um “mau policiamento”. “O comerciante tem
que ser o agente de autoridade” assinala, peremptório.

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