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Ensino Superior

Lista V sai vitoriosa nas eleições

Raquel Lucas

Projeto ‘’Academia de Valores’’ conta com maioria absoluta. Taxa de abstenção decresce 14 por cento. Por Raquel Lucas

Após um mês de campanha, chegam os resultados eleitorais. Cesário Silva e Daniel Tadeu vencem a corrida à presidência da Direção-Geral da Associação Académica de Coimbra (DG/AAC) e da Mesa da Assembleia Magna (MAM/AAC), respetivamente, com 51 por cento dos votos. Em entrevista ao jornal A CABRA, os estudantes fazem um balanço de uma das eleições académicas mais disputadas nos últimos anos. 

Cesário Silva, estudante de Engenharia Informática (EI) na Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC) revela que o processo eleitoral ‘’correu da melhor forma’’ com base no trabalho de campanha e no ‘feedback’ positivo dos estudantes. Daniel Tadeu, mestrando em Política Cultural Autárquica na Faculdade de Letras da mesma universidade, confessa a felicidade pela vitória e declara que ‘’quando ia, era para ganhar’’. Aponta também a vontade de cumprir tudo aquilo a que se comprometeu com a equipa.


Ambos os associados abordam o decréscimo da taxa de abstenção em relação a anos anteriores, com ênfase na necessidade de maior adesão ao voto. ‘’É necessário os estudantes começarem a dirigir-se às urnas, nem que seja para votar em branco’’, afirma o recém-eleito presidente da MAM/AAC. No mesmo sentido, o estudante de EI acredita que ‘’existe muito trabalho a ser feito’’. O objetivo é aumentar o alcance a todos os estudantes para que estes não deixem de se sentir representados na academia.


Num balanço geral às eleições, não são apontadas falhas à Comissão Eleitoral. No entanto, Cesário Silva remete para a demora no atendimento aos estudantes nas mesas de voto, devido à grande dimensão das eleições. ‘’São coisas que acontecem’’, refere. Ciente que ‘’era uma eleição complicada, poderia trazer conflitos’’.

O recém-eleito presidente da DG/AAC responsabiliza a Comissão, mesmo quando aborda os lapsos que se deram na plataforma de votação online, pelo mesmo motivo. Interpreta, ainda, a diferença de (quase 400) votos entre a DG/AAC e a MAM/AAC como uma flutuação entre aquilo em que os estudantes mais se identificam. Declara que tal ‘’só demonstra que as pessoas não votam por listas, votam por cada projeto’’.

Laurindo Frias, presidente da Comissão Eleitoral, faz também um balanço genérico de todo o processo, que considera ‘’muito positivo’’. O estudante afirma que ‘’foi um trabalho árduo e programado’’ com uma ‘’logística muito complicada e minuciosa’’,  que deu origem a um resultado eleitoral ‘’sem qualquer tipo de complicações’’. Aproveita também para saudar os eleitos e destacar a importância da diminuição da abstenção que se deu este ano. 

Os vencedores mantêm um foco de ação distinto quanto aos principais aspetos a alterar dentro da AAC. No entanto, complementam-se com o objetivo final de aproximar os seus organismos e de dar à academia um maior espaço para diálogo e reflexão. Segundo Cesário Silva, é necessária uma ‘’auscultação de todas as estruturas da casa’’ para ‘’sublinhar as situações mais urgentes’’. Já Daniel Tadeu sublinha a necessidade de haver mais adesão àquilo que são os debates na MAM/AAC para que ‘’toda a gente seja ouvida’’. Apela, assim, a uma menor lista de ordem de trabalhos em prol de um maior interesse por parte dos estudantes na discussão de assuntos.


*Gráficos elaborados antes da atualização do número de votos no site https://eleicoes.academica.pt/

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