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Cidade

Do criptopórtico à atualidade: colóquio internacional reflete sustentabilidade na era digital

Hugo Guímaro

Evento pretende promover discussão sobre evolução das cidades e como passado pode ensinar futuro. Arquitetura vai estar no centro do debate entre o passado e o futuro. Por Filipe Rodrigues e Mateus Rosário

O Coimbra 30-2030: Colóquio internacional sobre arquitetura e o espaço urbano da cidade vai começar no próximo dia 16 de novembro, pelas nove horas, a terminar dia 17 do mesmo mês, pelas vinte horas. O Auditório da Reitoria da Universidade de Coimbra é o palco do evento que tem como destaque a evolução e desenvolvimento da cidade desde os tempos romanos até aos dias atuais, sem esquecer os desafios do futuro. O Departamento de Arquitectura da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC), o Centro de Estudos Sociais da UC e o Centro de Estudos Interdisciplinares do Século XX da UC reuniram autores de mérito nacional e internacional para analisar a evolução, a digitalização e a permanência da arquitetura coimbrã.

É com o objetivo de apresentar uma renovada perspetiva da evolução da cidade que vai decorrer, no mês de novembro, o primeiro colóquio internacional sobre arquitetura e espaço urbano na cidade de Coimbra. Através de uma abordagem multidisciplinar, Luís Miguel Correia, um dos coordenadores do evento, evidencia o desenvolvimento arquitetónico a partir da constituição do criptopórtico até 2030. Segundo o investigador, os desafios colocados para o futuro estão ligados à leitura que se faz do passado dos edifícios e das cidades. É este o ‘leitimotiv’ para refletir os objetivos definidos na Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas. 

As quatro sessões procuram desmistificar as fronteiras nacionais e internacionais ao colocar à disposição do público um painel rico em profissionais destacados no século XX e XXI. Entre eles, presenças importantes no desenvolvimento urbanístico da cidade e da Universidade de Coimbra, como Gonçalo Byrne, Alexandre Alves Costa, Sérgio Fernandes, Camilo Cortesão e Mercês Vieira. Luís Miguel Correia revela ainda a presença de duas conferências internacionais, apresentadas por Giuseppina Raggi e por Uta Pottgiesser, em que as análises das obras de Coimbra terão lugar. Os restantes painéis estão preenchidos com investigadores de norte a sul do país.

O coordenador do evento afirma que a transformação da era digital permitiu a globalização de edifícios e espaços urbanos. Os meios digitais aproximaram culturas, sociedades e, sobretudo, pessoas. Afirma ainda que a cidade de Coimbra não fugiu à regra e ganhou uma exposição mundial com o reconhecimento de espaços como Património Mundial da Humanidade pela Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura.

O colóquio inclui na discussão os objetivos do desenvolvimento sustentável. As cidades sustentáveis, as questões sociais e culturais são temas de relevo a serem discutidos durante as apresentações e conclusões. Luís Miguel Correia realça que além de olhar para o futuro, para a arquitetura e para o espaço urbano, o veículo principal desta discussão vai ser a política. O investigador conclui que é através da sua leitura, no passado e no presente da cidade, vai ser possível colocar a arquitetura como chave do desenvolvimento sustentável da cidade de Coimbra.

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