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Cultura

Casa da Escrita comemora 11 anos de atividade

Larissa Britto

Poeta Carlos de Oliveira homenageado a par de João José Cochofel. Convite a escritor cabo-verdiano mostra abrangência do repertório cultural. Por Larissa Britto e Narci Rodrigues

Nos dias 27 e 29 de novembro será celebrado o aniversário da Casa da Escrita. Conhecida antes como Casa dos Arcos, pertencia à família do poeta João José Cochofel, era um local de encontro de vários intelectuais antes de ser recuperada pela Câmara Municipal de Coimbra (CMC). O órgão demonstrou interesse em cuidar e reviver a sua memória e acabou por adquirir o edifício em 2003.  A inauguração só ocorreu a 28 de novembro de 2010, após cinco anos de reformas. A construção cumpre “a missão de promover e divulgar a literatura e todas as ações ligadas à literatura”, segundo o diretor do Departamento da Cultura, Desporto e Turismo da CMC, Francisco Paz.

As celebrações iniciam-se no sábado, às 15h00, com uma evocação ao poeta Carlos de Oliveira por António Pedro Pita, docente da Universidade de Coimbra (UC). O poeta era um dos frequentadores da casa e o evento, que conta com a parceria do município de Cantanhede, também se associa ao Centenário do Nascimento de João José Cochofel, com quem Carlos de Oliveira realizou várias obras. “Em cada um dos aniversários, escolhem-se escritores que tenham ligações à casa e que, por qualquer motivo, possam estar ligados ao ano da comemoração” explica Francisco Paz. Daí a escolha do autor de “Uma abelha na chuva”.

No mesmo dia é dinamizada uma conversa com Mário Lúcio Sousa, cantor, compositor e escritor cabo-verdiano. Levantou-se a importância da inclusão de outros países falantes da língua portuguesa, pois a grande maioria dos convidados são portugueses. Francisco Paz destaca que “associar um escritor estrangeiro a estes eventos é algo universal”. No ano anterior, foram convidados escritores de Santiago de Compostela, a fim de abranger os horizontes da celebração, pois como foi ressaltado pelo diretor “são sempre bem-vindos, porque, na verdade, a literatura não tem fronteiras como os países.” 

O dia 29 de novembro é marcado por uma sessão de evocação do aniversário da Casa da Escrita às 18h00 e pela conferência “Casa da Escrita: um Lar de Cultura” por Margarida Mano, professora da UC. A instituição que completa 11 anos tem como missão promover e divulgar a literatura e todas as ações a ela ligadas. Como Fernando Paz sublinha, “a Casa acolhe todo o tipo de eventos que sejam propostos, desde que tenham alguma ligação – e é difícil não ter – à literatura”, pelo que também são dinamizadas atividades associadas ao cinema, música e gastronomia.

Contudo, a pandemia não deixou de ter efeito nas atividades que a Casa da Escrita pôde realizar: a limitação de pessoas e o espaço reduzido levou a que “a oferta cultural fosse reduzida”, lamenta o diretor. “O Sabor da Escrita” foi uma das atividades interrompidas. A conversa sobre as referências gastronómicas existentes, na obra de um escritor, seguida de um jantar temático, “pode vir a ser retomada, caso as regras de contingência o permitam”, elucida.

A antiga Casa dos Arcos tem um futuro promissor, uma vez que, segundo Francisco Paz, existe o objetivo de “fazer uma programação conjunta e complementar”, com a Casa Miguel Torga, que também pertence à CMC. Destaca também a necessidade de “cada vez mais ter de trabalhar com o digital”, a fim de levar a exposição àqueles que não têm a possibilidade de visitar o local. Já sobre a celebração do aniversário, há a esperança de que seja “profícuo e que haja uma adesão significativa por parte da população”. O diretor lembra que o objetivo é “potenciar o conhecimento e a apetência do público para ler vossos grandes escritores da Língua Portuguesa”.

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