Ensino Superior

Candidatos à DG/AAC defrontam-se no auditório da reitoria

Bruno Oliveira

Clima de mudança vem combater a continuidade. Necessidade de reestruturação do edifício é discutida. Por Gabriela Moore e Eduardo Neves

Com o auditório da reitoria cheio, os candidatos apresentaram esta tarde as suas propostas bem como os pontos principais dos seus projetos. A candidata pela lista P – Académica Presente, Ghyovana Carvalho, defende a vontade coletiva do grupo, aproximação aos estudantes e demonstra a sua paixão pela academia. Pedro Marques Dias candidata-se pela lista T – Tudo pela Académica, projeto de continuidade, e tem confiança no trabalho já feito, bem como nas suas competências e vontade de representar a Casa. Pela lista V – Académica de Valores, o candidato Cesário Silva planeia mudar de rumo em relação à atual gerência e promete não ceder a ambições pessoais e sociais.

O debate começou com uma intervenção de Pedro Marques Dias, um dos vice-presidentes da DG/AAC atual, onde defendeu e valorizou o trabalho feito na gestão anterior, mas ambiciona fazer mais e trazer inovação na área das políticas educativa, cultural e desportiva. Engrandeceu a imagem da AAC e notou que referir-se a ela como uma associação estudantil é “redutor”, visto que esta é a “força motriz de Coimbra”. Ghyovana Carvalho, por outro lado, planeia diferenciar-se da atual direção. Focada na ação social, afirma que “a rua é o palco favorito” da lista P e promete lutar contra a propina, bem como aliar a AAC à cidade. Conclui ao dar importância a núcleos e secções e reforça que “não é com continuidade que se vai atingir mudança”. Cesário Silva discorda com os anteriores e sublinha que a prioridade é a gestão da casa, pelo que planeia gerir todas as estruturas como “uma casa só”.

Fotografia por Bruno Oliveira

Ao falar dos pilares de cada lista, todos defendem o fim da propina, o aumento de apoios a núcleos e secções e referem que o Teatro Académico de Gil Vicente (TAGV) de “académico não tem nada”. Os candidatos das listas P e T abraçam as ações sociais. Já Cesário Silva acredita que estas lutas devem ser “transversais a cada mandato” e alerta que a falta de resultados de lutas anteriores refletiram numa perda de credibilidade por parte da AAC.

Pedro Dias foi questionado sobre o plano da atual DG/AAC de erguer uma residência na zona da Baixa de Coimbra. O projeto visa ter apoios sociais externos dedicados a residências nacionais que, segundo ele, negligenciaram Coimbra. Os outros candidatos aceitam a ideia mas relembram a falta de condições nas residências já existentes.

Quando questionados sobre estruturas estudantis todos os candidatos esgotaram o seu tempo. Muito houve a dizer, mas todos concordam com a falta de espaços, em especial para as secções desportivas, e a falta de cooperação com os núcleos. Outros temas preponderantes foram a falta de espaços no edifício “mãe” da AAC e a reivindicação do TAGV para os estudantes, cuja conduta foi considerada por todos como uma “elitização da cultura”, devido à falta de cooperação do mesmo.

Como intervenção final, a notícia dos 200 mil euros para requalificação do edifício da AAC foi posta na mesa. De novo os candidatos chegaram a um acordo de que o apoio não era suficiente para as obras necessárias visto que este não é renovado desde 1962. Os três cabeças de lista consideram ingrato o pouco apoio financeiro, tendo em conta a importância da AAC na academia e em Coimbra. Relembram ainda este ser um edifício público e repudiam ter que recorrer a financiamentos privados. No entanto, concordam que a atribuição da verba por parte da reitoria é uma “vitória da AAC”.

Ao finalizar o debate promoveu-se a não abstenção e o voto consciente. Com aplausos do público, deu-se por terminada a discussão. A votação dá-se no próximo dia 15, para o voto antecipado, e dia 18 para os restantes eleitores. O debate contou com a moderação da Rádio Universidade de Coimbra e do Jornal A Cabra.

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