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Cultura

“Poucos, mas bons”

Carina Costa

Depois de um cortejo atípico, Coimbra não foge à tradição e traz a noite de fados. Apesar da pouca afluência, a boa disposição foi palavra de honra. Por Carina Costa e Catarina Magalhães

À meia-noite e meia soaram os primeiros acordes do Grupo de Fados e Guitarradas, no recinto. Com o início tardio do palco principal, a plateia, na altura sentada no chão, deixou-se levar pela música e acompanhou o grupo. Pedro Andrade, presidente da Secção de Fado da Associação Académica de Coimbra (SF/AAC), refere que “voltar aos palcos é uma sensação indescritível”.

Embora “poucos, mas bons”, como o primeiro grupo da SF/AAC salientou, a festa continuou com os estudantes a juntarem-se aos poucos para as próximas atuações. A Estudantina seguiu-se com o tema “Lá vai a malta passear”. O presidente da SF/AAC apelou à vinda dos estudantes das tendas, porque “a verdadeira festa” se faz no Palco Fórum Coimbra.




Vera Torres, estudante do segundo ano da Licenciatura em Direito, está a viver a sua primeira queima. Sentada no chão e de sorriso no rosto, confessou estar “a adorar”. Ao seu lado, a amiga Telma Marques, aluna do segundo ano da Licenciatura em Psicologia, elogia o facto de estar a ser “superior às expectativas”.

Com o palco principal um pouco mais vazio, por volta das duas da manhã, a Orquestra Típica e Rancho fez toda a gente bailar. Vestidos a rigor, entusiasmaram os presentes. De seguida, para acompanhar o ritmo, o Grupo de Cordas começou a sua atuação com uma crítica a quem “fica nas tendas”. No entanto, há quem permaneça, como Vera e Telma, que por ser a noite da SF/AAC ainda vêm “com mais gosto”. Em relação à organização, Pedro Andrade elogia a “abertura da Comissão Organizadora” para colmatar “algumas falhas”.



Já para lá das três da manhã, o único grupo feminino subiu ao palco. A Estudantina Feminina de Coimbra deu voz à “queima das latas”, como as próprias apelidaram a festa. Com temas como “Um contra o outro” ou “O cantor”, os estudantes saíram do seu lugar e dançaram com a tuna num recinto gelado.



Às quatro da manhã, a cabeça só dizia Pitagórica. A fechar a noite, a Orxestra começou a sua atuação com “Eu quero cagar”. Apesar dos 10 graus, as indumentárias que o público já conhece não faltaram: roupa do avesso e fralda para os recém-chegados. Com os fãs que os acompanham nas letras, o comboio juntou os presentes que vibraram com a atuação.

Quem também não faltou à festa foi João Assunção, presidente da Direção Geral da AAC, que acompanhou uma das músicas da Orxestra Pitagórica.  O início da semana foi, assim, o regresso de festa feita “por estudantes para estudantes”, destaca o presidente da SF/AAC.


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