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Cultura

O cantar do legado literário de António Arnaut

Tiago Nunes

Paulo Bernardino pretende homenagear colegas artistas obrigados a parar durante pandemia. Obra musical vai ser feita para coros amadores. Por Joana Carvalho

Literatura e música vão unir-se em obra composta por Paulo Bernardino em homenagem a António Arnaut, fundador do Serviço Nacional de Saúde (SNS). A composição vai basear-se em contos e poemas do político e conta com o apoio da Universidade de Coimbra (UC) e o programa “Garantir Cultura”. A estreia da obra está prevista para 2022.

A composição vai centrar-se em quatro contos no livro “O Pássaro Azul – Contos e Poemas de Natal”, de António Arnaut. O prazo definido pelo programa “Garantir Cultura” é de nove meses, período durante o qual, segundo o compositor, a edição e publicação da obra vai ter de ser concluída. A composição vai ser publicada pela Imprensa da UC.

O que incentivou Paulo Bernardino a criar esta obra musical foram as experiências que vivenciou com o chamado “Pai do SNS”. O maestro refere que, para além de serem “conterrâneos” e partilharem “ideologias políticas”, o que o aproxima mais de António Arnaut  é “a ligação às artes”. A composição vai adotar a forma de uma cantata, em que as histórias selecionadas vão ser contadas de “forma intercalada com um conjunto de cerca de quatro poemas musicados relacionados com o texto”, explica.

Paulo Bernardino reforça que o que vai ser incluído a nível de instrumentação e coro na obra “vai ser justificado pelo processo criativo, que está agora a começar”. No entanto, o compositor adianta que tem a intenção de escrever a obra musical de forma a “pôr coros amadores a cantar”. O maestro relembra que Coimbra é “a cidade com mais coralistas ‘per capita’, na sua maioria não profissionais” e, por essa razão, tem tido “um cuidado na linguagem e dificuldade” da sua composição.

Para Paulo Bernardino, esta obra é uma homenagem não só aos profissionais do SNS, “para relembrar o serviço que têm prestado à população”, mas também aos seus “colegas artistas que tiveram de parar a sua atividade durante vários meses”. O maestro considera ainda que “as artes vêm enriquecer a cultura das massas” e que um dos seus papéis “deveria passar por realçar e valorizar pessoas ou instituições que merecem a atenção das pessoas”.

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