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Ensino Superior

Conselho Académico Internacional reúne estudantes de várias nacionalidades numa mesma mesa

Marília Lemos

Estrutura conta com representantes portugueses, brasileiros, timorenses, cabo-verdianos e angolanos. “Propina internacional mais justa” é uma das pautas apresentadas. Por Marília Lemos 

A Associação Académica de Coimbra (AAC) assinou, na tarde de hoje, o protocolo de oficialização do Conselho Académico Internacional. Além da AAC, o Conselho é composto pela Associação de Pesquisadores e de Estudantes Brasileiros em Coimbra (APEB), pelos Académicos Timorenses de Coimbra (ATC) e pela Associação de Estudantes Cabo-Verdianos em Coimbra (AECVC), cujos representantes também estiveram presentes para oficializar o documento. A Associação de Estudantes Angolanos em Coimbra (AEAC) também foi anunciada como parte do Conselho, apesar de não ter estado presente na cerimónia. 

O presidente da Direção Geral da AAC (DG/AAC), João Assunção, iniciou o evento por estabelecer o propósito do Conselho, que consiste em “reunir estas comunidades numa mesma mesa para a elaboração conjunta de projetos e eventos”. João Assunção entende a iniciativa como “fundamental, porque junta todas estas comunidades internacionais de forma a ampliar a sua agenda política, cultural e desportiva”. O dirigente referiu o desejo da Associação de que a cooperação entre as estruturas “seja contínua e prolongue-se no tempo, para que o conselho seja um instrumento fundamental na resolução de problemáticas de ação e reação”. 

Dentre os objetivos centrais do Conselho, o presidente da DG/AAC destaca que já foram discutidas duas ações imediatas. Uma delas é a integração de mais comunidades de estudantes internacionais de países lusófonos na estrutura. João Assunção refere que isto “será um desafio, porque estas comunidades não têm ainda associações e encontram-se dispersas”. Além disso, para a receção e integração dos estudantes, o grupo já está a organizar o primeiro grande evento, a ser realizado no próximo 16 de outubro nos jardins da AAC. A iniciativa consistirá em um arraial internacional com amostras das produções gastronómicas, culturais e artísticas destes países. 

Para o presidente da APEB, Felippe Vaz, o objetivo final é “tornar Coimbra numa cidade internacional do conhecimento, e, para isso, nada mais justo do que unir forças entre as associações”. Defende ainda que “o maior desafio para os estudantes internacionais, no momento, é a falta de uma comunicação interna que possibilite lutar de uma maneira mais eficaz as lutas individuais de cada comunidade”. Para o presidente da APEB, a criação do Conselho consiste em “um primeiro passo gigantesco para isso”. 

A questão da propina dos estudantes internacionais foi levantada repetidas vezes nas intervenções de cada um dos representantes. Para o presidente da DG/AAC, “já é da opinião da AAC que a propina é um mecanismo de desigualdade, e isso inclui a propina internacional, que é mais de sete vezes superior à nacional”. Segundo o presidente da APEB, “a porta de entrada da Universidade é elitista e é preciso pensar uma propina mais justa, que permita a entrada não só por quem pode pagar, mas sim de quem apresentar a vontade e a ciência académica para estudar”.

Felippe Vaz acrescenta ainda que “a APEB, há 2 anos, escreveu um documento de estudo da propina internacional na Universidade de Coimbra, mas não conseguiu, na época, apoio da AAC”. Para o presidente, “a AAC é uma associação muito forte, que tem um peso muito forte em tomadas de decisões como esta, então talvez com a criação do Conselho seja possível levar a pauta à frente”. Refere também que “associações são feitas de gestões, e hoje é possível ver uma postura diferente, e é interessante pensar num trabalho conjunto para conseguir atingir estas metas”. 

O presidente da AECVC, Bruno Souto Amado, relatou a felicidade de receber o contacto da AAC para concretizar um protocolo de cooperação internacional, o que já era uma vontade antiga da sua associação. Já o presidente pelos ATC, Durão Silva, destacou que as maiores preocupações dos estudantes timorenses são a barreira linguística e a integração cultural. Já havia um protocolo anterior entre os estudantes do Timor-Leste e a AAC, que, segundo João Assunção, “vai ser fortalecido com a criação do Conselho”. Referiu ainda que uma iniciativa de formação de língua portuguesa para estudantes timorenses está a ser elaborada, e convoca voluntários.

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