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Desporto

[II Liga] Académica vs Varzim – os estudantes, um a um

Num jogo em que se descobriu a importância da face dos guarda-redes, Paulo Sérgio Santos destaca o papel da cara dos guardiões num jogo de futebol. Para além disso, releva a correlação entre a forma como os jogadores tratam o seu cabelo e o seu rendimento em campo.

91. Mika – 7

Um dos homens do jogo. Muito já foi dito ao longo de décadas sobre o esforço sobrehumano do homem mais solitário num relvado de futebol. Mas pouco se escreveu acerca do papel que a cara de um guardião tem. Por isso sai um 8 para o rosto do nosso Mika, que salvou a vitória ao levar com a bola em cheio.

D.R.

17. João Pedro – 6

A vetusta tradição dos idosos laterais academistas transitou de corredor, do esquerdo para o direito. Depois do susto que a alma estudantil apanhou há oito dias, tal era a quantidade de tráfego por aquela autoestrada sem portagens, hoje a coisa correu menos mal. A procissão, contudo, ainda vai no adro.

27. Michael Douglas – 4

Já aqui falámos dele uma vez há duas épocas, estava o homónimo de um dos grandes de Hollywood na Oliveirense. Tonel, que felizmente fez o comentário para a SPORTTV e já vestiu o manto negro, definiu-o como um central lento e, azar dos Távoras, eis que ele se lembrou de fazer jus a essas palavras ao minuto 66’.

83. Zé Castro – 6

Queremos ver mais deste Zé Castro, rápido, imponente, a acertar passes longos. Não que este início de campeonato esteja a ser auspicioso em termos de resultados, mas a exibição de hoje foi muito interessante em termos ofensivos e porque não o nosso capitão jogar na I Liga aos 39?

22. João Lucas – 6

Pouco haverá a falar sobre a prestação do lateral esquerdino, o que costuma ser sinal de nenhum erro grave. Portanto, sai um seis para a escolha de produto capilar, que manteve aquele penteado em forma durante os 90 minutos. Não é tarefa fácil.

6. Ricardo Dias – 4

Continuando no tema capilar, parece haver uma correlação entre a prestação do trinco e a predominância de pêlos na sua cabeça. Sendo um problema que afeta bastantes homens, normalmente de origem genética (a denominada alopécia), há sempre a possibilidade de arranjar uma parceria com uma instituição que resolva o problema e que se torne mais um patrocinador. O chamado dois em um, mais dinheiro e melhores prestações.

8. Mimito Biai – 7

O DDB, ou Dono Da Bola. Conhecido por todos nós desde tenra idade, era o miúdo que trazia a bola para os encontros espontâneos em qualquer pedaço de cimento, terra batida ou ervado (por vezes até asfalto), com mochilas ou pedras a servir de postes e traves imaginárias. E que frequentemente ficava aborrecido se a sua equipa perdia ou não lhe passavam a bola. Mimito parece-nos o DDB, chateado quando sai do banco, mas radiante se joga de início. E com uns ares de Renato Sanches.

D.R.

10. Jonathan Toro – 6

Tal é a capacidade de diagonais e passes tirados a régua e esquadro que cheira-nos que ande a ter explicações de arquitetura com o Dani. Jonathan, aqui entre nós, só te está a faltar uma coisa: remata, porra!

20. Traquina – 6

A quantidade de passes açucarados foi tanta que o presidente da Sociedade Portuguesa de Diabetologia, João Filipe Raposo, teve de vir designar a exibição do extremo como imprópria para diabéticos. Não se faz, Traquina!

11. Fatai – 6

Há sempre, e talvez seja uma regra tácita na II Liga, um extremo africano em cada plantel (pelo menos um), rápido, vertical, vertiginoso. Se não encantou na primeira jornada, e até pareceu truculento (quem não, a perder por muitos), hoje deixou vontade de ver mais.

50. João Carlos – 6

Ah! O filho de Djoussé e Bouldini, certamente. Tradição que se diria quase praxística, praticamente tão antiga como os laterais trintões, plantel da Académica que se preze tem sempre um ponta de lança que marcou menos golos na sua carreira do que eu na minha efémera participação nos saudosos Jogos de Coimbra. E que, por obra e graça de sabe-se lá quem, acaba a época a calar toda a gente. Duas perdidas inacreditáveis, a primeira em que “falhou tecnicamente” (Tonel dixit) -palavras bonitas para dizer que até um trôpego marcava aquilo-, mas compensou no lance do golo. E vão dois.

28. Reko – 0

Olá, Reko! Se por acaso estiveres com (compreensíveis) saudades de Madrid, aproveita estes dias de calor. Falamos daqui a quinze dias, certamente com mais e (esperamos) melhor para dizer.

77. Hugo Seco – 0

Protestou.

23. Michel Lima – 0

Entrou mesmo?

30. Tomás Costa – 0

Caiu e levantou-se rapidamente, qual boneco sempre em pé. Qualidade mui apreciável nos dias de hoje.

Rui Borges / Fernando Alexandre – 6

Parece uma má nota, e talvez o seja em parte. Mas o que se viu hoje foi uma Académica personalizada, com uma rotina atacante ainda melhor do que na época passada (melhores executantes, também; a propósito, onde anda o Fabinho?). Porém, defensivamente a bodega continua igual, com distrações inacreditáveis que invariavelmente custam pontos. Bem, no fundo, adepto que é adepto já sabe que é sofrer até ao fim. Só não é preciso sofrer tanto.

Adeptos e GNR 0

Jogo à porta fechada significa isso mesmo, à porta fechada. Mas nem os adeptos respeitam o que quer que seja (Ultras Covid na época passada, alguém se lembra?), nem as autoridades se impõem ou estão para se aborrecer. Como diz o povo, os cães ladram e a caravana passa. E regras e leis são para papalvos.

Secção de Jornalismo da Associação Académica de Coimbra

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