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Desporto

Afonso Costa e Pedro Fraga em busca de bons resultados em Tóquio 2020

Fotografia gentilmente cedida por Afonso Costa

A menos de 15 dias para o início dos Jogos Olímpicos, os atletas de remo entram na fase final da preparação. “O objetivo é conseguir pelo menos chegar às finais e sairmos de Tóquio com o sentimento de que fizemos um bom trabalho”, destaca Afonso Costa. Por Julia Floriano

Qual é a ligação que mantêm com a cidade de Coimbra?

Afonso Costa: Eu vivo em Coimbra, treino em Coimbra. Por isso é a ligação total. 

Pedro Fraga: Eu sou natural do Porto, mas desde que fui para a seleção, os primeiros estágios que tive na seleção foram em Coimbra. Mas nos últimos três ou quatro anos estou a residir em Coimbra, o meu filho anda na escola em Coimbra e este ano também troquei de clube e neste momento sou atleta da associação (AAC).

Há quanto tempo praticam remo ?

Afonso Costa: Pratico há 17 anos.

Pedro Fraga: Pratico há 24 anos.

Porque escolheram este desporto?

Afonso Costa:  Desporto ao ar livre. Praticava mais desportos como natação, mas o remo começou a ser mais a sério e ficou só o remo até hoje.

Pedro Fraga: Um bocado como o Afonso. Também praticava outras atividades da mesma forma que pratico esta modalidade. Era bastante ativo e na altura o que me atraiu realmente foi a água, os próprios barcos, o contacto com a natureza em sítios também sempre muito especiais e bem localizados que era onde eu treinava no Porto e aqui em Coimbra, no Parque Verde. Acho que o contacto com a natureza e com a água tornam o desporto único. Acho que o facto de ser um desporto individual e físico e também coletivo, de equipa, acho que o torna muito especial, muito completo na parte física e também completo por ter essa vertente de abordagem individual e coletiva.

Sempre treinaram juntos?

Afonso Costa: Não. Só conheci o Pedro há quatro anos e comecei a remar com ele há três anos. Conhecemo-nos na seleção nacional. 

Como é a rotina de treinos?

Pedro Fraga: Nesta fase que estamos mesmo perto da competição, é mais equilíbrio entre a intensidade e a recuperação, mas a maioria do trabalho é feita no barco, em específico, na embarcação de dois que é com double scull. Noutros períodos da época temos também uma abordagem mais individual e saímos no skiff, que é o nome técnico do barco individual. Num dia  normal, treinamos de manhã, recuperamos, às vezes nessa transição temos o apoio do fisioterapeuta, consoante se estamos com algum problema ou não. À tarde o trabalho pode ser dividido entre o treino de ginásio ou se for uma fase mais específica voltamos a água, se houver condições. No inverno ou em condições mais adversas também recorremos bastante ao remo ergómetro. Complementamos também com condição física geral.

Onde treinam em Coimbra?

Afonso Costa: Treinamos no Parque Verde. Treinamos ao longo do rio e utilizamos também o ginásio da Faculdade de Desporto da Universidade de Coimbra.

Quais são as etapas de qualificação para os Jogos Olímpicos?

Afonso Costa: Atualmente existem três oportunidades de qualificação para os Jogos Olímpicos. Uma é no Campeonato do Mundo do ano anterior aos Jogos Olímpicos, em que se qualificam sete barcos. A outra é na qualificação europeia ou neste caso continental, cada país apura na sua regata continental, no nosso caso na regata de qualificação europeia. Também existe uma regata de qualificação final em que os restantes que não se conseguiram apurar podem tentar uma última vez. 

Como são escolhidas as duplas?

Afonso Costa: É a equipa técnica. Os treinadores escolhem através do processo de seleção, de testes internos. 

 Já participaram em outros Jogos Olímpicos?

Afonso Costa: É a minha estreia. 

Pedro Fraga: Já é a terceira vez. Participei em 2008 e em 2012

Como nasceu o desejo de participar dos Jogos Olímpicos?

Afonso Costa: Posso dizer que é um sentimento que esteve sempre presente, desde muito pequeno ir aos Jogos Olímpicos.

Pedro Fraga: Eu acho que o que o Afonso disse faz sentido, mas ao longo da prática é que começamos também a perceber o que é ir aos Jogos Olímpicos. Comecei numa idade que já sabia o que eram os Jogos Olímpicos, mas não era o meu sonho. Quando comecei a remar e a participar em provas nacionais e internacionais e a ter alguns resultados comecei a sentir que era isso o que eu queria. É a prova onde todos que se dedicam a modalidade querem estar e querem medalhas e viver esse momento. Depois de estar lá é que se começa a perceber o que são os Jogos Olímpicos e começa-se a ver as outras modalidades. A segunda vez já é uma sensação diferente, de ir outra vez e de seguir um sonho, porque os Jogos Olímpicos são muito mais do que uma prova de remo.

Quais são as expectativas para Tóquio 2020?

Afonso Costa: As expectativas acima de tudo são termos uma boa performance em Tóquio. Nós temos um processo de progressão relativamente difícil com eliminatórias, semifinais e finais. O objetivo vai ser conseguir pelo menos chegar às finais e sairmos de Tóquio com o sentimento de que fizemos um bom trabalho, um bom ciclo.

Pedro Fraga: Nós irmos lá dar o nosso melhor e cumprir com o que nos propusemos. Penso que temos uma palavra a dizer e temos capacidade de ficar na primeira parte da tabela, apesar de sabermos que entrámos numa qualificação europeia, não nos conseguimos qualificar no Campeonato do Mundo, onde se apuram os sete mais fortes. Temos capacidade para disputar as regatas com essas equipas e voltar com diploma ou um resultado ainda melhor.

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