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Desporto

Últimos minutos frenéticos dificultam subida da Académica à Liga NOS

Cátia Beato

Resultado de 2-2 retira esperança aos capas negras de chegar ao segundo lugar na tabela classificativa da Liga Sabseg. Treinador da Briosa manifesta crença na subida para a primeira divisão “porque é possível”. Texto por Inês Rua e fotografias por Cátia Beato

Nesta tarde de quarta-feira, a Académica empatou em casa com o Vilafranquense, em jogo de repetição da 26.ª jornada da Segunda Liga. Este novo confronto foi motivado pela decisão do Conselho de Justiça da Federação Portuguesa de Futebol face ao protesto dos estudantes pela entrada na referida partida de Rodrigo Rodrigues, jogador que não constava na ficha oficial de jogo.

Em comparação com o 11 inicial do jogo vitorioso contra o Benfica B, no sábado passado, Mike Moura veio substituir Bruno Teles e Ricardo Dias ocupou o lugar de Diogo Pereira. Num duelo que se previa difícil para ambas as equipas, com a Briosa a lutar pela subida para a Primeira Liga e o Vilafranquense pela permanência na Segunda, os jogadores não deixaram de esconder o cansaço fruto do final da época. 

Durante a primeira parte, nenhuma das equipas conseguiu criar grandes oportunidades de inaugurar o marcador. Com a visível dificuldade dos capas negras em furar a linha defensiva dos adversários, o destaque vai para o cabeceamento de Mike aos 38 minutos, após canto marcado por Traquina, mas com a bola a sair ao lado da baliza ribatejana. Nesta primeira metade vários jogadores tiveram de pedir assistência médica, fator que contribuiu para haver menos tempo de jogo. 

Passados cinco minutos do começo do segundo tempo, Zé Castro deu a vantagem que a equipa da casa tanto precisava. Na sequência de uma grande penalidade assinalada pela falta de Gonçalo Santos sobre Ricardo Dias, o defesa central fez soar os festejos pelo golo. Apesar da equipa visitante procurar o empate nesta fase, a Briosa dispôs de duas oportunidades claras para ampliar o marcador aos minutos 58 e 71. A resposta dos unionistas veio aos 74 minutos, com Evandro Brandão a colocar a bola dentro da baliza de Mika. 

Num tempo de compensação atribulado com diversas interrupções e vários protestos, é Sanca que aos 94 minutos volta a dar esperança aos estudantes com um remate certeiro dentro da pequena área. Mas a festa da vitória foi de pouca dura. Ao cair do pano, Eric Veiga marca de livre direto e encerra o jogo com um empate de 2-2. 

O treinador do Vilafranquense, Carlos Pinto, denotou cansaço das duas partes e estabeleceu o paralelo entre as duas partes do jogo. A primeira julgou “fraca e sem hipóteses de golo” e a segunda considerou que “trouxe vivacidade ao jogo, com duas equipas que uma tem o objetivo de subir e outra de se manter na divisão”. 

Já o técnico da Briosa, Rui Borges, referiu que o seu conjunto deveria ter sido mais “agressivo” no primeiro tempo, mas que “isso foi melhorado na segunda parte”. Quanto a ter lugar na Primeira Liga, o treinador declara que acredita “porque é possível” e acrescenta que vão “esgotar todas as possibilidades” e trabalhar para vencer. 

A última jornada não se demonstra fácil para as duas equipas. O conjunto de Vila Franca de Xira, com 31 pontos, encontra-se em risco de descer de divisão. Já a Académica joga o seu “tudo ou nada” para conseguir o terceiro lugar, que dá acesso ao play-off de subida, na casa do Leixões, no próximo sábado, dia 22. Com 59 pontos e em quarto lugar na tabela classificativa, a equipa conimbricense precisa de ganhar e está ainda dependente da derrota do Arouca na receção ao Chaves. 

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