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Ensino Superior

Campanha “Stand by Her” chama ‘bystanders’ à ação

Isabel Simões

Iniciativa tem objetivo de disponibilizar ferramentas e sensibilizar pessoas que testemunham situações de abuso. Projeto pretende mostrar que é possível ajudar sem se colocar em perigo.  Por Marília Lemos

A Campanha “Stand by Her”, colaboração entre os projetos “VIVA – Vê, Informa-te, Vai e Age” e “Não é Não!”, da União de Mulheres Alternativa e Resposta (UMAR), foi lançada na semana do 25 de abril. Com o slogan “Se podes olhar, vê. Se podes ver, age!”, a campanha pretende consciencializar as pessoas acerca do papel dos ‘bystanders’, aqueles que assistem a episódios de violência e podem de alguma maneira intervir e ajudar.

A semana de lançamento da campanha contou com a circulação de cartazes e um vídeo nas redes sociais do “Stand by Her”. Os cartazes, desenvolvidos por Marta Calejo, explicam as “5 D” da intervenção ‘bystander’: “Direta, Distraia, Delegue, Documente e Delay”. Segundo Tatiana Motterle, técnica do projeto “Não é Não!”, estas palavras “representam as ações que podem ser usadas por quem presencia uma situação de violência”.

A técnica do projeto explica que o vídeo, criado pela produtora Golpe Filmes, retrata também as “5 D” através de diferentes cenas com situações de violência e intervenção. Relata também que o vídeo foi exibido no dia 29 de abril na RTP1, o que possibilitou a iniciativa “ter o seu espaço na televisão”.

Para Tatiana Motterle, “todos, em algum momento, podem estar no papel de ‘bystander’, mas poucos sabem como agir”. Desta forma, a campanha surge com o objetivo de “disponibilizar ferramentas e sensibilizar as pessoas sobre o seu papel neste tipo de situação”.

A técnica do projeto refere que “episódios deste tipo também podem ser perigosos para quem tenta intervir”. Por este motivo, “é importante que cada um conheça as múltiplas formas de intervenção e considere a sua segurança primeiro”. Desta forma, “é necessário mostrar que existem formas de ajudar a pessoa que é vítima de agressão e manter-se em segurança ao mesmo tempo”, completa.

De acordo com Tatiana Motterle, a ideia inicial do projeto era fazer uma campanha direcionada sobretudo a jovens em lugares noturnos. Contudo, com as restrições da pandemia, “a iniciativa teve de ser pensada de forma online”.  A técnica considera que foi iniciada “com muito sucesso”, e que a sua divulgação continua “com muitos estímulos”, devido ao crescimento do movimento #MeToo em Portugal.

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