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Ensino Superior

AAC protesta contra a celebração do 28 de maio

Bruno Oliveira

Presidente da DG/AAC vinca que academia não esquece o significado da data. Tomada de posição tinha que ser “clara e audível”. Por Tomás Barros

A Associação Académica de Coimbra (AAC) acordou de negro no dia 28 de maio, em protesto contra uma marcha organizada pelo Chega na cidade que celebra a data. Uma tarja cobria por inteiro uma das fachadas do edifício sede da academia. Na lona preta surgem os rostos de figuras associadas ao Estado Novo, como Óscar Carmona, António de Oliveira Salazar, Marcelo Caetano e Américo Tomás com a frase interrogatória: “São estes os portugueses de bem?”.

Para o presidente da Direção Geral da AAC (DG/AAC), João Assunção, a mensagem que a academia quer passar é “clara”. O presidente da DG/AAC vinca que “celebrar o dia 28 de maio de 1926”, data que teve início o regime ditatorial em Portugal, “vai contra tudo aquilo que a AAC defende”. Adianta ainda que a academia é um “símbolo de resistência e é contra qualquer regime que se considere antidemocrático, desfavorável à liberdade de expressão, ação e de imprensa”.

O dirigente associativo recorda que “a academia sempre foi política” e ação que tomou hoje, à semelhança de outras tomadas de posição ao longo dos anos, “não é contra pessoas em particular, mas sim contra qualquer visão oposta àquilo que é a AAC”. João Assunção faz questão de recordar os academistas os princípios basilares da academia, presentes no segundo artigo dos estatutos da associação, como a “liberdade, igualdade, democracia e dignidade da pessoa humana”, que, segundo o mesmo, “não eram respeitados pelo regime que teve início a 28 de maio de 1926”.

O presidente da DG/AAC relembra que a história da academia é uma história de resistência e que os seus dirigentes e estudantes no geral, “sofreram e lutaram contra o Estado Novo”. Para João Assunção, “nunca é demais acrescentar que esta tomada de posição é democrática e não pretende retirar aquela que é a oportunidade de todos os movimentos políticos de darem a sua opinião”.

Aos olhos do dirigente associativo, a data, apesar de não dever ser celebrada, também “não deve ser esquecida” uma vez que “deu início a um dos períodos mais negros da história de Portugal”.

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