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Ensino Superior

SDDH/AAC debate machismo no campo jurídico

Fotografia gentilmente cedida por Ana Ferreira

Debate acerca das igualdades e desigualdades de género é um dos objetivos do projeto. “Todos nós somos machistas em desconstrução”, refere coordenadora. Por Julia Floriano

No dia 16 de abril, a Secção de Defesa dos Direitos Humanos da Associação Académica de Coimbra (SDDH/AAC) vai organizar uma roda de conversas intitulada “Machismo na Justiça”. O evento vai ter a participação de dois convidados, o mestre em Direito com especialização em Ciências Jurídico-Forenses, Nelson Tavares, de Andrea Amin, professora de Direito da Família, Criança e do Adolescente e promotora de justiça. O debate está programado para iniciar às 21 horas, via Zoom. 

A roda de conversas é uma iniciativa do Projeto Desigualdades cujo objetivo é promover o debate acerca das igualdades e desigualdades de género e sobre a comunidade LGBTQI+, destaca Ana Ferreira, uma das coordenadoras do evento e estudante de Direito na Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra (FDUC). O evento é organizado de forma a promover uma “exposição sobre o assunto e depois uma discussão em que todos estão convidados a participar”, sublinha. 

“Fomentar uma discussão que possa levar a qualquer ponto” é uma dos pilares do projeto, confirma Ana Ferreira. “Algumas decisões judiciais que tinham contrastes machistas e são coisas que não são notáveis a olho nu” estimularam a necessidade de conversar sobre a temática e “abrir portas a uma discussão aberta”, refere a coordenadora do projeto. A temática surgiu durante a conversa anterior, em que uma das oradoras, Andrea Amin, expôs casos de machismo na justiça brasileira e “que tentam diminuir a mulher”, destaca Ana Ferreira.

“A justiça não vê o feminismo como uma coisa urgente a ser aplicada, está intrinsecamente ligada ao machismo” destaca a coordenadora. Afirma ainda a importância de participação da geração futura na conversa, pois “é importante que a opinião pública debata sobre isso”. “Todos nós temos preconceitos, todos nós somos machistas em desconstrução”, conclui Ana Ferreira. 

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