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Ciência & Tecnologia

Projeto da UC ensina a lidar com a dor crónica à distância

Fotografia gentilmente cedida por Paula Castilho

Formato online quebra barreira da distância, mas pode não ser tão “robusto” como presencial, explica investigadora. Contexto pandémico agravou relação com dor crónica. Por Beatriz Monteiro Mota

Um grupo de investigadores da Universidade de Coimbra (UC) concebeu uma plataforma que ajuda a lidar com a dor crónica. ‘iACTwithPain’ é o nome do projeto que, ao longo de oito sessões online distribuídas por oito semanas, pretende fornecer ferramentas úteis para melhorar a relação dos pacientes com a dor e ajudar na regulação emocional. 

Segundo a investigadora principal, Paula Castilho, a primeira fase do programa tem como objetivo perceber a eficácia das competências adaptadas ao formato online. Mais tarde, vão ser divulgados os dados para possibilitar que mais pessoas tenham acesso à informação, acrescenta.

Possuir diagnóstico de dor crónica há pelo menos três meses e não ser acompanhado por um psicoterapeuta são as duas condições obrigatórias para participar no projeto. Os voluntários devem preencher um conjunto de questionários que avaliam a dor e, de acordo com a investigadora, pode ainda determinar outros sintomas associados, como a ansiedade e a depressão. 

No final do processo, a equipa vai pedir o ‘feedback’ dos intervenientes, após três e seis meses, para perceber “se o que aprenderam se mantém eficaz ao longo do tempo e o que aconteceu na sua relação com a dor”, explica Paula Castilho.

O acompanhamento dos participantes é feito pela equipa terapêutica através da plataforma, onde são colocados vídeos educativos dos diversos exercícios, mas também aulas e tópicos mais teóricos. A investigadora principal realça ainda que será mantido um contacto semanal via e-mail entre o terapeuta e o paciente. Apesar dessa supervisão, a psicoterapeuta admite que “os programas online são igualmente eficazes, mas não são, a longo prazo, tão robustos como as intervenções presenciais”.

Por outro lado, o formato online “quebra as barreiras da distância que podem impedir as pessoas de aceder a um programa tão inovador em Portugal e na comunidade”, remata Paula Castilho. Além disso, os intervenientes podem “praticar as competências em função do seu tempo e disponibilidade, porque não são condicionados por um horário”, acrescenta.

O lançamento do projeto coincide com o contexto pandémico que, segundo a investigadora, contribui para “um agravamento do quadro e da relação que cada pessoa tem com a dor”. Nesse sentido, a pandemia originou um aumento de queixas, no que toca à interferência que esta condição tem na qualidade no trabalho e no relacionamento com os outros, desenvolve. Apesar das circunstâncias atuais, “os dados são muito claros nas pessoas que sofrem de dor crónica, sejam lombalgias, enxaquecas, dores musculares ou outro tipo de dor mais psicogénica”, enumera.

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