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Ciência & Tecnologia

Investigadoras da UC desenvolvem embalagens comestíveis

Fotografia gentilmente cedida por Cristina Pinto

Projeto reutiliza alimentos descartados pela indústria agroalimentar e da pesca. Investigadora ressalta as propriedades sustentáveis e biodegradáveis destes produtos. Por Ana Haeitmann e Andréia Júlio

Equipa da Universidade de Coimbra (UC) e da Escola Superior Agrária de Coimbra desenvolveram embalagens alimentícias a partir de restos da indústria agroalimentar. O objetivo desta inovação, que ainda não se encontra no mercado, é reduzir a produção de plástico do desperdício alimentar e diminuir a poluição. Além dos benefícios para o meio ambiente, as embalagens trazem benefícios à saúde.

A investigação surgiu no seguimento do projeto “MultiBiorefinery”, relacionado com os resíduos agroalimentares. O projeto desenvolvido pelas investigadoras Marisa Gaspar, Mara Braga e Patrícia Almeida Coimbra, do Centro de Investigação em Engenharia dos Processos Químicos e dos Produtos da Floresta da Faculdade de Ciências e Tecnologia da UC, apresenta-se como uma alternativa ao uso de plástico, como afirma Marisa Gaspar.  

As embalagens podem ser feitas a partir de cascas de batatas e marmelos, além de outros frutos vermelhos, que ao serem processados podem agregar qualidades no preparo dos alimentos. Segundo Marisa Gaspar, através dos processos criados pelas investigadoras, estes produtos podem não só ter efeitos antioxidantes e probióticos, mas também ajudar na preservação dos alimentos.

Marisa Gaspar ressalta as propriedades sustentáveis e biodegradáveis destes produtos. “Para além de serem mais ecológicos, as produções destes artigos vão ser mais baratas em comparação ao plástico”, refere a investigadora. Sublinha ainda a facilidade e praticidade dos produtos visto que “as empresas não vão ter necessidade de reciclar o lixo” 

Questionada acerca do sabor dos produtos, a investigadora Marisa Gaspar admite uma atenção “especial” nos aromas. ”Queremos conciliar o aroma da embalagem e o do próprio alimento para haver uma coordenação entre ambos”, afirma a investigadora. Esta acrescenta ainda que muitas “embalagens já têm o próprio aroma devido aos tecidos alimentares utilizados”. 

De acordo com Marisa Gaspar, o projeto é financiado com a ajuda dos valores atribuídos pelos prémios de investigação. Esta iniciativa foi distinguida com um prémio de 20 mil euros pelo programa “Projetos Semente de Investigação Interdisciplinar – Santander UC ” e premiada no concurso de ideias LL2FRESH. Apesar de tudo, a equipa procura outros financiamentos de forma a continuar a desenvolver o projeto.

Na fotografia, da esquerda para a direita: Mara Braga, Marisa Gaspar e Patrícia Almeida Coimbra.

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