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Ensino Superior

Queima das Fitas adiada pela terceira vez

Inês Duarte

Pelo segundo ano consecutivo, a festa académica originalmente prevista para maio é reagendada. O objetivo é poder proporcionar “um cortejo digno dos fitados”.  Por Inês Leite e Inês Rua

A Queima das Fitas de Coimbra 2021 foi adiada para o mês de outubro e vai substituir a Festa das Latas e Imposição de Insígnias. Entre as inúmeras incertezas que reinam em torno da festa académica, encontra-se ainda por definir a data. 

Na reunião do Conselho Diretivo da Queima das Fitas, a Associação Académica de Coimbra (AAC) e o Conselho de Veteranos da Universidade de Coimbra tomaram a decisão deste adiamento. Carlos Missel, coordenador geral da Comissão Organizadora da Queima das Fitas, justifica que “foi escolhido o mês de outubro conforme as indicações que deram as autoridades de saúde”.

Os moldes em que vão decorrer as festividades encontram-se ainda incertos. Conforme a situação da pandemia e as condições de higiene e saúde, “mais perto da data, vai ser possível perceber se algumas atividades podem decorrer em termos normais”, esclarece o coordenador. A Comissão ressalva que “o fundamental é que todos os eventos cumpram todas as normas de higiene e segurança”.  

Matias Correia, Dux Veteranorum, manifesta a vontade de poder realizar “um cortejo digno”. No entanto, reconhece a necessidade de manter em prática algumas medidas de prevenção. Recintos com lotação limitada e testes rápidos podem ser normas necessárias a adotar.

A Queima das Fitas e a Festa das Latas marcam momentos importantes na passagem hierárquica dos estudantes. Matias Correia salienta que o Conselho de Veteranos deve planear alguma atividade nesse âmbito, em maio. “No ano passado, a emancipação do caloiro foi atribuída ao concerto no Paços dos Escolas, para não deixar passar esta data”, recorda. 

Quanto à substituição da Festa das Latas e Imposição de Insígnias, Carlos Missel adianta que vão haver alguns reajustes para a incluir. Neste sentido, vai ser possível a participação das barracas dos núcleos na festa, algo que não acontece tradicionalmente na Queima. 

João Assunção, presidente da Direção-Geral da AAC (DG/AAC), chama a atenção ao prejuízo que a academia enfrenta atualmente. O cancelamento da Queima das Fitas e restantes festas académicas, constitui um obstáculo ao financiamento das secções, sendo estas a principal fonte de lucro. O dirigente questiona a capacidade da AAC em resistir “a este momento preocupante” do seu futuro financeiro.

A par do impacto monetário, João Assunção salienta também a vertente emocional. As tradições e o quotidiano que caracterizam a academia “são aspetos que custam a perder e se sente uma certa tristeza de todos os estudantes neste momento”, lamenta. 

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