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Ensino Superior

Perda de receitas compromete futuro da AAC

João Assunção considera fundamental o apoio dos órgãos públicos para combater efeitos da pandemia. Dirigentes da AAC acreditam que QF é essencial para a redução dos prejuízos.  Por Julia Floriano e Andreia Júlio

A pandemia da COVID-19 agravou a situação financeira da Associação Académica de Coimbra (AAC). Segundo o atual  presidente da Direção-Geral da AAC (DG/AAC), João Assunção, a estimativa é de um valor “superior a 500 mil euros”. As secções culturais e desportivas são exemplos de órgãos da associação que foram diretamente afetados pela crise e sobretudo pela não realização da Queima das Fitas. Para além disso, o Bar AAC também sofre consequências da atual conjuntura.

O presidente da DG/AAC afirma que, além dos prejuízos financeiros, a falta de apoio do Estado às associações estudantis provocou ainda maiores dificuldades, o que “possibilita muitos anos difíceis de gestão financeira da AAC”. Sem estimativas para a recuperação desta crise, prevê que “todo o valor é difícil de recuperar, talvez impossível”.  

As prioridades para tentar conter o agravamento dos problemas financeiros estão em remunerar os funcionários e procurar estabelecer acordos de patrocínios. João Assunção  destaca  que os impactos da crise poderão ser controlados “talvez numa década”, mas que não há estimativa pré-estabelecida e que o objetivo central é “cumprir com as despesas”.

Quando questionado sobre o Bar AAC, João Assunção destaca que o estabelecimento, ainda possui um contrato com a associação, apesar de se encontrar impossibilitado de operar devido ao confinamento. O administrador da DG/AAC, Diogo Santos confirma que devido a esta circunstância está a ser averiguada “uma eventual suspensão de rendas”.

O presidente do Conselho Desportivo da AAC, Miguel Franco, estima um prejuízo de cerca de 100 mil euros para as secções desportivas. A não realização da Queima das Fitas, a não “aquisição de patrocínios” e a não utilização do Pavilhão Jorge Anjinho e do Campo Santa Cruz foram elencadas pelo presidente como os fatores que resultaram numa “quebra de receitas significativa”.

A perda de lucros também se faz sentir nas secções culturais, de acordo com a presidente do Conselho Cultural da AAC, Maria João Pereira. Ainda assim, destaca  uma diferença entre o primeiro e o segundo confinamento já que “no primeiro foram canceladas as atividades, e no segundo existiu uma diminuição das mesmas”. A presidente reitera ainda que  existem secções que não se conseguem adaptar ao digital devido à sua componente prática.

A tradicional Festa da Queima das Fitas decorre todos os anos no mês de maio, mas devido à pandemia da COVID-19 foi cancelada no ano de 2020. O coordenador geral da Comissão Organizadora da Queima das Fitas, Carlos Missel acredita que “se forem reunidas condições de higiene e saúde” o evento poderá ser realizado este ano. O coordenador lembra a importância da festa “não só para os estudantes, mas para a cidade de Coimbra”.

Artigo atualizado às 23h04.

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