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Desporto

[II Liga] Académica vs Varzim – os estudantes, um a um

Diogo Machado

As notas ditam o que foi o jogo. Para Paulo Sérgio Santos fica uma locomotiva desgovernada, uma analogia com (não tão) grandes nomes do futebol português e a procura pelos comprimidos para a azia.

Mika – 5

Foi mirone na maior parte do jogo, como acontece com todos nós quando passamos por um acidente na estrada. O desastre, ali no relvado, foi a defesa praticamente toda, um filme de terror que se desenrolou à sua frente e onde apenas teve papel de destaque já no final, ao defender a grande penalidade. Para, claro, assistir novamente à passividade latente e ver a bola de novo no fundo das redes.

Rui e Fernando, eu pegaria naqueles frames do Mika, a seguir ao segundo golo poveiro, e passava-os incessantemente a alguns troncos que por ali andam. Pode ser que o esgar de raiva os assuste e resolvam jogar futebol. 

Fabiano – 0

“Parece um jogador diferente após a lesão. É certo que continua a assemelhar-se a uma locomotiva, mas aparenta faltar ali qualquer coisa que ainda não conseguimos discernir de forma exata.” – escrevemos isto há cerca de 15 dias e, de lá para cá, deu-se o desastre. A locomotiva estava desgovernada, sem noção dos trilhos que percorria, andando por todo o lado menos por onde lhe competia. Até abalroar um ineficaz poveiro, sem necessidade, dentro da área.

Rafael Vieira e Silvério – leve dois, pague 3

O nosso sósia do Casillas leva 2 porque, para além das questões do costume, apenas (sublinhe-se a ironia) apresentou problemas com a geometria da linha de fora de jogo, aparentando sempre pensar que uma linha não é uma reta, mas um conjunto de retas que podem apresentar perpendicularidades. Já o nosso caixineiro de serviço continua a sua senda de elevada qualidade em simulações de lesões e respetivos berros, demonstrando, contudo, um claro défice de velocidade – nota 1.

Bruno Teles – 5

Daríamos pouco por mais um trintão na lateral esquerda, mas Bruno tem vindo a surpreender e a ser o abono de família. Sugerimos passá-lo para o centro, novamente, e colocar um poste no seu lugar – fará melhor que o Silvério ou que o Fábio Vianna e atrapalha menos. Ou colocar o Mike na esquerda e um poste na direita, que por sua vez fará melhor que o Fabiano. As possibilidades são tantas que sinto-me um miúdo a montar um Lego na manhã de Natal.

Ricardo Dias – 2

Em tempos um dos nossos favoritos, Ricardo tem sido, para se ser simpático, penoso. Nem o ar zangado da ‘flash interview’ restaura a nossa esperança em Dias vindouros. Diria para ligar a Costinha para ter umas aulas de como ser um trinco e aprender a defender em cantos.

Guima – 5

Ser dos melhores na mediania é um epíteto a que qualquer indivíduo gosta de escapar.

Fabinho – 5

Foi o Fabinho de sempre sem nunca conseguir ser Chaby. Curiosamente hoje conseguiu ser um dos melhores em campo, prova de que a constância de exibições dá os seus frutos.

Traquina – 3

Tristeza, melancolia, azar, desgraça, fatalidade, desdita, desventura, infortúnio. Qualquer destas palavras pode ser o sinónimo perfeito da infelicidade da exibição de hoje do nosso capitão, cujo ponto alto foi um centro que só não foi parar ao Bairro porque se reconstruiu o estádio em 2003. 

Sanca – 4

Segundo a respetiva página da Wikipédia, “o Movimento do Potencial Humano surgiu do ambiente social da contracultura da década de 1960 e foi formado em torno do conceito de cultivar o potencial extraordinário que seus defensores acreditam que existe em grande parte inexplorado em todas as pessoas. O movimento teve como premissa a crença de que através do desenvolvimento do “potencial humano”, os seres humanos podem experimentar uma qualidade excepcional de vida preenchida com felicidade, criatividade e realização.” É disto que o Sanca precisa, de cultivar o enorme potencial que o senhor da SPORT TV diz que ele tem. Já eu penso que ele estará tão perto de o cultivar como grandes nomes do nosso futebol, como Ivanildo, Bruno Gama, Iuri Medeiros, Carlos Mané ou Fábio Paim.

João Mário – 5

Durante os primeiros minutos do jogo pensei que algo se passava com as pernas do João Mário, incapaz que era de as esticar para chegar a umas bolas apimentadas. Calou-me aos 18’, mas fez-me ir buscar os comprimidos para a azia aos 36 minutos, com aquela marcação exemplar ao Patrick. Prenúncio do resto do jogo, para ele e para o meu estômago.

Mayambela – 2

Gosto dele, há qualquer coisa de quase consequente nas suas ações. Mas não suporto palhaçadas de cavar penáltis.

Dani – 0

Há um momento na vida em que ser esforçado deixa de ser suficiente e começamos a querer algo mais. Talvez não chegue com mãos cheias de minutos de cada vez, mas há que subir ao próximo patamar.

Mimito Biai – 1

Correu mais do que das outras vezes todas que o vimos entrar em finais de partida. Proporcionalmente também fez mais asneira. Percebem portanto o dilema: vale a pena correr mais ou continuar a correr pouco?

Rui Borges / Fernando Alexandre – 5

Duas derrotas seguidas é algo a que os adeptos já não estavam habituados desde a temporada passada, o que, em si próprio, é espantoso. Penso que há três ilações importantes a tirar:

  1. O Chaby não se pode lesionar, ponto parágrafo.
  2. Grande parte daquela defesa tem de se lesionar.
  3. O Fernando foi grande na ‘flash interview’. A certa altura tive a sensação que ele responderia a qualquer pergunta da jornalista com uma variação de “Falhámos os três pontos, tal como as outras equipas podem falhar. Vamos trabalhar para os recuperar no próximo fim de semana.” Uma verdadeira ‘masterclass’ de falar à político!

SPORT TV 5

Embora não tenha sido mau, começou com aquela falácia estatística típica do futebol: “o Varzim não ganha em Coimbra há 20 anos”. Sim, embora só tenha cá jogado cinco vezes nesses últimos 20 anos. Como dizia Benjamin Disraeli, político britânico, “there are three kinds of lies — lies, damnable lies, and statistics”.

Ah, e Tonel > João Aroso > Carlos Brito.

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