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Cultura

Arranca ciclo de leitura de peças breves “sobre uma egoísta chamada Europa”

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Em parceria com o Convento São Francisco, a Casa da Esquina promove peças curtas sobre a Europa antes e durante a pandemia. O projeto, que se apresenta com dois lados, como um álbum de música, contou com peças de dramaturgas internacionais. Por Ana Rita Baptista

Tem início hoje, dia 26 de março, o projeto “Peças breves sobre a queda e ascensão de uma egoísta chamada Europa”. A iniciativa é do dramaturgo, encenador e diretor artístico da Casa da Esquina, Ricardo Correia, em pareceria com o Convento São Francisco. O ciclo de leituras, que vai decorrer de forma ‘online’, vai durar até ao mês de junho, com uma leitura, à sexta-feira, no final de cada mês.

O projeto surgiu pelas peças curtas que o dramaturgo tinha começado a escrever, antes do confinamento, sobre a Europa. Essas peças são agora apresentadas no lado A do projeto, intitulado “Welcome to Europe”. O lado B, “Huis-Clos A Europa entre 4 paredes”, foi criado “em plena pandemia” como sendo um “contraponto” ao primeiro lado, como explica o encenador.

O lado A conta com 11 peças, escritas por Ricardo Correia, com o seu olhar sobre a Europa. O lado B, para além de peças da autoria do criador do projeto, conta com “o testemunho” de outras dramaturgas estrangeiras. O diretor artístico conta que estas foram convidadas a escrever acerca “de como viam a pandemia da sua janela e como lidaram com a situação”. O dramaturgo refere que, apesar de os lados funcionarem de forma independente, “acabam por se relacionar”, sendo “reflexos diferentes” sobre a Europa.

O ciclo que hoje se inicia vai contar com a presença de Vanesa Sotelo, uma das dramaturgas que participou no lado B do projeto. Para além da galega Vanesa Sotelo, Ricardo Correia enumera como integrantes do projeto as dramaturgas Deborah Pearson, que vive no Reino Unido e relata a sua experiência de passar o confinamento grávida. A polaca Julia Holewinska que “fala da sua recente experiência após ser presa, por protestar pela lei do aborto no seu país”, e Maxi Obexer, italiana e a viver na Alemanha.   

Para a apresentação dos textos do lado A, o encenador “lança o desafio” a colegas que fazem ou fizeram parte da Casa da Esquina. Quanto ao lado B, vai ser apresentado pelos atores que vão integrar o espetáculo em julho, destaca Ricardo Correia. O diretor artístico conta também que as peças do lado B têm estreia agendada para uma apresentação presencial, a 29 e 30 de julho, no Convento São Francisco.

As peças vão estar acessíveis ao público, sendo publicado um vídeo às 18h45, na página de Facebook da Casa da Esquina e do Convento São Francisco, com uma peça do lado A e outra do B. Para além da apresentação, às 19 horas, vai estar disponível um ‘link’ para participar numa conversa, via ‘Zoom’, com a dramaturga convidada desse dia.

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