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Desporto

[II Liga] Académica vs Cova da Piedade – os estudantes, um a um

O Calhabé viu nova “bomba” do mesmo protagonista e Paulo Sérgio Santos deixou um conselho de leitura a um jogador e uma premonição de estreia sul-africana a marcar. Fotografias por Cátia Beato

Mika – 6

Depois de escrever, durante quase cinco anos, sobre guarda redes que passam 89 minutos de um jogo a olhar para moléculas de oxigénio, as palavras já são como o ar que se respira no Estádio Hernando Siles, em La Paz – escassas, rarefeitas. Mas, a ter de o dizer de uma forma simples, manteve-nos a liderança em algumas ocasiões e insultou justamente os seus colegas no lance do golo do Cova da Piedade.

Fabiano – 5

Parece um jogador diferente após a lesão. É certo que continua a assemelhar-se a uma locomotiva, mas aparenta faltar ali qualquer coisa que ainda não conseguimos discernir de forma exata.

Rafael Vieira e Silvério – 4

Já começa a ser um lugar comum darmos o destaque, pela negativa, à dupla de centrais. Se bem que damos graças por não jogar um certo senhor com uma abreviatura como primeiro nome, isso não chega para nos dar o devido descanso. Afinal, dizem os entendidos da redondinha que uma excelente equipa começa a construir-se pela defesa (ou mesmo pela baliza), o que não é o caso da Académica. Hoje iam custando três pontos a jogar contra dez.

Bruno Teles – 7

A solução mais óbvia para os problemas do centro da defesa estudantil seria clonar este nosso brasileiro de 34 anos, por forma a termos um lateral esquerdo fantástico e também um central de nível elevado. Enquanto tal não for possível, ficamo-nos por ter alguém com esta qualidade e que já nos safou vários jogos esta temporada.

Diogo Pereira – 4

O coelho que Rui Borges tirou da cartola. Quando esperaríamos um meio campo constituído por Guima, Fabinho e Chaby, por forma a trucidar o Cova da Piedade, eis que surge o nosso número 16, obedecendo ao habitual critério – o Dias está suspenso, quem é o outro trinco que temos no plantel?

Não há nada de errado com uma costumeira arrumação mental e hierárquica, em que todos fiquem a saber claramente o seu lugar. Só que, a julgar pela amostra de hoje, o jovem Diogo ainda não está preparado para estas lides. Sugerimos-lhe a leitura da tese de Mestrado de Fernando José Ribeiro Alexandre, intitulada “Desafios de um trinco na II Liga Portuguesa”. 

Guima – 7

E está concretizado o segundo jogo seguido em casa em que nos safa à bomba. Pode estar aqui uma espécie de sucessor espiritual de Barroso, esse mítico trinco dos anos 1990, com passagens pelo Braga, Porto e, claro, a nossa Académica. Temos a certeza que haverá pelo menos um ou dois adeptos que terão ficado com danos nas suas viaturas, estacionadas na altura onde se ergue hoje o Pavilhão Mário Mexia. É que quando Barroso não acertava sequer perto da baliza, algo frequente, o livre era digno de ensaio de raguêbi.

Chaby – 5

Menos vistoso hoje que noutros jogos, quiçá devido à fitinha no cabelo ou ao excesso do mesmo, dado que ambas as razões são passíveis de coexistir. Contudo, nada como ser agraciado por Carlos Brito com o título de jogador-que-podia-ter-chegado-longe-mas-faltou-lhe-algo-que-ainda-não-se-percebeu.

Traquina – 6

Licenciou-se em Ciências do Desporto e ia marcando um golo à Artur Jorge. Ainda dizem que não há manhãs de sábado perfeitas?

p.s. – aquele golo ao Estoril, Traquina…

Bouldini – 4

Teria tido nota máxima se tivesse conseguido desmarcar o nosso último reforço de inverno árbitro quase aos 90’. Quiçá vítima de uma equipa que tem sido de expectativa e quis ser verdadeiramente líder.

João Mário – 6

Esta nota vai para os tornozelos do nosso 7, responsáveis pela expulsão de João Meira.

Fabinho – 5

Entrou e bateu o penálti da vitória com a classe com que devem ser convertidos. Consideramos que não lhe podemos pedir mais do que fez.

Sanca – 0

Cheira-nos que o Sanca vai passar a entrar depois do Mayambela.

Mayambela – 3

Entradas a partir do banco em crescendo. Da próxima vez sai golo, leram aqui primeiro.

Dani – 2

Um dos nossos estudantes preferidos e que, mesmo que entre apenas uma mão cheia de minutos, faz sempre algo de interessante.

Rui Borges / Fernando Alexandre – 6

Ser líder é ter outra responsabilidade, receber convites para festas chiques onde todos querem tirar pontos de forma sub-reptícia. Entende-se, por isso, a opção por um smoking de corte fino, de porte dominante, quase intimidador. Mas a grande questão é que chegámos a estas festas com um macacão, cheio de óleo, fruto de trabalho intenso. Talvez não fosse má ideia continuar com esse espírito, nem que por baixo do smoking.

SPORT TV 0

Não vos deve ter chegado a nossa dica de há 15 dias. Ou o Tonel lesionou-se no último momento e não havia mais ninguém a não ser, novamente, o Carlos Brito. Que, de novo, nos pareceu pouco competente, passe o sentido do termo, isto é, não o estamos a chamar incompetente, apenas que estava claramente à espera de estar em qualquer sítio menos ali. Porque, como é óbvio, não há comentadores pouco competentes.

Mas lá está, brindarem os vossos assinantes com este espetáculo e classificarem-no de qualidade é o mesmo que, na próxima edição d’A Cabra, dizermos que vamos oferecer livros de Pedro Chagas Freitas e Raul Minh’Alma e dizer que se tratam de clássicos da literatura portuguesa.

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