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Ciência & Tecnologia

Estudo liderado pela UC aponta para novas soluções terapêuticas

Fotografia gentilmente cedida por Cristina Pinto

Equipa coordenada por investigadores da UC descobre ligação entre hormona, apetite e memória. Estudo de recetor hormonal pode ter aplicabilidade no tratamento do cancro e do alcoolismo. Por João António Gama

Uma equipa internacional liderada por investigadores da Universidade de Coimbra (UC) descobriu que o recetor da grelina, uma hormona que regula o apetite, tem um importante papel na interligação dos sinais biológicos de fome, saciedade e memória. A investigação é coordenada por Ana Luísa Carvalho, docente da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC) e investigadora do Centro de Neurociências e Biologia Celular (CNC), e por Luís Ribeiro, do CNC, e que conta com a participação de investigadores espanhóis e franceses.

“Há algum tempo que se sabe que a grelina tem efeitos em aspetos cognitivos, como a memória”, contou Ana Luísa Carvalho, “mas também que o seu recetor tem atividade mesmo sem esta hormona estar presente”. Os investigadores procuraram então saber se a atividade basal, ou seja, a atividade constitutiva do recetor, é relevante para a formação de memórias. “A investigação centrou-se em observar essa atividade em neurónios, o que nunca tinha sido realizado”, explica a investigadora.

Chegados ao fim da investigação, os cientistas concluíram que “a atividade constitutiva do recetor da grelina em neurónios do hipocampo é significativa”, traduzindo-se num “impacto tanto no apetite como na memória”, salienta Ana Luísa Carvalho. A descoberta de que o recetor tem esta função pode abrir novas possibilidades terapêuticas para o tratamento de doenças metabólicas, cancro e alcoolismo. No entanto, a investigadora ressalta que “é importante ter em conta que podem ter efeitos secundários ao nível da memória”.

A equipa tem outros trabalhos em curso sobre o recetor de grelina. “Neste trabalho o foco é nos efeitos da atividade constitutiva do recetor, por exemplo, no tráfego intracelular de recetores neurotransmissores, que são importantes para formação de memórias”, informa Ana Luísa Carvalho.  Outro projeto que está a ser desenvolvido procura explorar o impacto em aspetos morfológicos dos neurónios, como a dinâmica de estruturas onde se alojam as sinapses do sistema nervoso central. 

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