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Desporto

[II Liga] Académica vs Mafra – os estudantes, um a um

Cátia Beato

Embora não tenha estado presente na noite enregelante do Calhabé, Paulo Sérgio Santos teve que levar com os comentários daquela estação televisiva ali para os lados do Parque das Nações. Fica a certeza de que vai fazer de tudo para que um dos jogadores não saia, nem que o tenha que ir buscar de volta.

Cátia Beato

Mika – 7

Em maio falamos, mas ao chegar lá é bom que pensemos numa estátua, uma taça ou, vá, uma placa. Já não é a primeira vez que nos safa quando todos estão a dormir e não será a última. E é isso que precisamos, um Mika focado em cada segundo do jogo, que não desliga, que sabe qual é o objetivo.

Mike – 6

Sabemos que, mais dia menos dia, Fabiano regressará. Mas, no final da época, Fabiano irá embora e ficaremos com Mike. E não ficaremos mal. É o chamado utilitário, que leva quem precisar do ponto A ao ponto B. Faz o que tem de fazer, e fá-lo com o rigor necessário.

Rafael Vieira – 5

Faz-me lembrar alguém, embora não consiga discernir propriamente quem. A minha rede de contactos inclui um sósia do Rúben Dias, pelo que haver um do Rafael Vieira torna-se menos estranho, até pelas afinidades posicionais. E, perguntam vocês, o que é que isso interessa? Simples, meus leitores, aqui vale tudo menos falar do massacre que o avançado do Mafra andou a fazer.

Bruno Teles – 5

Tem porte de central e técnica e pézinhos de lateral, o que resulta numa combinação interessante. Só foi pena ter-se visto embrulhado naquela gélida aragem holandesa, mas certamente que melhores dias virão.

Fábio Vianna – 6

Por norma, pelas laterais morre uma equipa, mas hoje não foi o caso. Consistente a passar os problemas que pudessem existir para o centro da defesa, Fábio tem tido o condão de mostrar que o Bruno pode ficar no meio e que está tudo bem. A não ser que os dois estejam indisponíveis ao mesmo tempo.

Ricardo Dias – 5

Estas temperaturas enregelantes que nos tolhem os movimentos, nos encarquilham as mãos, são o resultado de uma superfície frontal fria, que, espero, não esteja relacionada com esta exibição debilitada, em conjunto com os seus dois colegas que coabitam nas suas costas.

Guima – 5

Se aquele falhanço aos 70 nos tivesse custado os três pontos, dava-lhe um 1. E não quero saber se o Carlos Brito acha que ele é um excelente box-to-box.

Fabinho – 4

Minuto 60, Fabinho não chegou ao cruzamento. O dia em que chegar ao que quer que seja, há outra vez fogo de artifício em Coimbra. Não é ódio de estimação, mas a constatação de que não chega apenas cavar faltas.

Traquina – 6

O nosso capitão. Como já escrevemos noutras alturas, pode não ser sempre o melhor em campo, mas dá tudo o que tem. E mesmo no meio de alguma trapalhice, lá sai uma jogada, um passe, um remate que nos leva para dentro de um livro de Galeano, para a nossa infância de jogos atrás do refeitório na Martim de Freitas ou no pátio do jardim-escola em Celas, que já é apenas uma ruína. E essa magia, meu caro João, é impagável.

Cátia Beato

Bouldini – 7

“VOU FICAR!”, tweetou ele. Vais sim senhor, Mohamed. E mesmo que te vendam, juro que te vou buscar e trago-te de volta (e ao Reko, já agora). No final da época falamos em saíres.

Sanca – 6

Tem de, rapidamente, aprender movimentos novos. Se eu, que não sou versado nas lides futebolísticas, já saquei as suas constantes arrancadas, fintas com o pé direito, diagonais para o meio e remate, qualquer treinador digno desse nome fará o mesmo.

Diogo Pereira – 0

Não se viu.

Rafael Furtado – 0

Também não se viu.

João Mário – 0

E já temos saudades de o ver.

Rui Borges / Fernando Alexandre – 7

Pé ante pé, sem ninguém dar conta, estamos em segundo. SEGUNDO! Claro que a única coisa a que somos candidatos neste momento é a um possível trambolhão na tabela classificativa, mas saboreemos esta sensação até ao próximo jogo. Porque esta equipa e, principalmente, estes dois senhores merecem. Não é a equipa da Académica com melhor nota artística que já vi jogar, mas cumpre. E, no final, é no cumprir que está o ganho.

Comentadores futebolísticos – 0

Calhou-nos, pela SPORT TV, o mítico Carlos Brito, aquele de uma não menos lendária manutenção do Rio Ave algures na década de 1990, agora imbuído de uma notável posição de comentador. Posição que, diga-se, desempenha na perfeição:

(início da partida) “O Mafra é uma equipa muito competente e bem organizada. Podia desenvolver mais, mas não é a altura certa.”

Claro que não, Carlos, claro que não. Pode ser amanhã, durante o Estrela – Benfica, ou o Nacional – Porto? Ou, talvez, num próximo jogo do Barcelona?

Cátia Beato

Senhor tapa buracos – 8

Não sabemos se é familiar de Rui Borges ou de Fernando Alexandre ou, quiçá, dos dois. Mas aparenta ter a destreza física que os nossos dois treinadores têm na parte metafísica. O senhor trata do relvado enquanto partilha essa alegria com alguém do outro lado da linha, tal como Rui e Nando tapam buracos numa defesa mais esburacada que um queijo suíço. Um bem-haja aos três e um feliz Ano Novo.

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